Os vikings foram marinheiros, comerciantes, exploradores e guerreiros conhecidos por serem selvagens e atacarem as civilizações em busca de mulheres e ouro. A Era Viking iniciou em 763 d.C. e durou até 1066, onde este povo explorou diversos cantos do mundo, desde os confins da Rússia até as Américas, antes de Colombo chegar.

Durante esse tempo, eles atacaram e invadiram diversas regiões da Europa, deixando os europeus com medo por pelo menos três séculos ao ver um navio viking se aproximando. Porém, mesmo causando diversos estragos, os vikings contribuíram para que mudanças surgissem nos países fazendo com que eles evoluíssem em temas que abrangiam desde a economia até a guerra.

O início da Era Viking e suas invasões

O início da Era Viking começou alguns anos após o primeiro ataque registrado deste povo, e perdurou até alguns anos antes da conquista normanda da Inglaterra em 1066. Neste período, diversas nações do mundo encontraram vikings invadindo suas costas e roubando seus bens mais preciosos.

Um dos primeiros ataques dos vikings, que marcou o início da sua migração, foi direcionado aos monges de Lindisfarne, uma ilha pequena próxima a Inglaterra, conhecida por ser uma abadia de aprendizagem que possuía uma extensa biblioteca. No ataque, diversos monges foram mortos, jogados ao mar ou levados como escravos, e sua imensa biblioteca foi destruída.

Este evento marcou os vikings como um povo selvagem, que não respeitava o aprendizado e a religião. Nos anos seguintes, diversos ataques ocorreram em aldeias costeiras, mosteiros e até cidades vizinhas, que foram sitiadas por esses invasores do mar.

Com o passar do tempo, os ataques vikings se tornaram frequentes e mais conhecidos pelas populações vizinhas, fazendo com que fossem desenvolvidas fortificações, como muros de pedras voltados ao mar, para evitar que uma invasão viking acontecesse.

Até os dias de hoje, os motivos que fizeram os vikings atacarem outras populações é um tópico muito debatido entre os historiadores. Eles podem ter feito isso motivados a evitar a perseguição cristã e o seu batismo forçado, ou apenas porque suas terras eram muito frias e hostis para viver, e eles estavam em busca de outros lares. Mas, mesmo com as hostilidades, os vikings tinham o costume de sempre voltar para sua terra natal, levando consigo tesouros e escravos para sobreviver ao inverno do local.

Habilidade natural para construir navios

Imagem: Alan Gordine Shutterstock 

Um dos principais pontos da cultura viking era a sua habilidade natural para a construção de navios, onde eles possuíam embarcações fortificadas e variadas, que vão desde pequenos barcos de pesca até grandes navios de carga.

Seus navios eram projetados para serem mais estreitos nas laterais, o que permitia que eles pudessem navegar em pequenos rios até grandes oceanos sem muitos problemas. No século VII, sua habilidade naval ganhou destaque ao criar navios que conseguiam ser mais rápidos e estáveis, permitindo que longas viagens pelo Atlântico Norte fossem possíveis.

As embarcações eram construídas com madeira de árvores recém-cortadas, onde até 20 delas poderiam ser utilizadas para montar o navio. Além da madeira, os vikings também utilizam uma mistura impermeável de pelos de animais com alcatrão, lã ou musgos para revestir os navios e deixá-los mais rápidos e flexíveis.

Por mais que o foco dos seus navios fosse a qualidade de navegação que eles possuíam, os vikings também não deixaram a arte de lado, onde muitas embarcações eram adornadas com cabeças de dragão esculpidas no arco, que eles acreditavam que mantinha os espíritos ruins afastados.

Viagens rumo ao Novo Mundo

Durante o século X, os vikings possuíam colônias na costa oeste da Groenlândia, que permitiram que eles fizessem viagens para o Novo Mundo. Nos seus registros eles mencionam locais que podem ser terras da América, como “Vinland”, que os arqueólogos acreditam ser a Terra Nova.

Vikings teriam chegado nas Américas antes de expedição de Cristóvão Colombo.

No momento, o único local viking confirmado está em L’anse aux Meadows, no norte de Newfoundland, que foi escavado na década de 1960. Além dele, também tem três sítios vikings no Canadá.

Em Newfoundland também tem outros dois locais que têm registros vikings. Ao norte os arqueólogos encontraram uma possível lareira para assar ferro no pântano, e no braço de Sop tem uma série de armadilhas que possivelmente foram utilizadas para capturar animais grandes.

Os mitos sobre o povo viking

Nos primeiros anos da Era Viking, esse povo era sempre retratado como bárbaros e violentos, pois após diversos ataques contra monastérios e diversas organizações cristãs, os católicos buscaram desumanizar esse povo e criar uma imagem negativa sobre eles.

Mas depois de um tempo, durante os séculos XIX e XX, a percepção do povo sobre os vikings mudou, e eles começaram a ser vistos como nobres selvagens que usavam capacetes com chifres e que possuíam uma cultura orgulhosa e muita destreza na batalha.

A partir desse ponto, começaram a surgir mitos sobre a cultura viking. Um dos mais comuns é o retrato do povo viking utilizando capacetes com chifres, quando na verdade esse povo costumava não usar nada na cabeça, ou simplesmente cobri-la com couro simples e capacetes de armação de metal.

Outro mito muito difundido é que os vikings estavam sempre imundos e desleixados, o que se provou não ser verdade depois que arqueólogos encontraram evidências de que eles possuíam diversos itens de higiene que mostrava que eles se preocupam um pouco com a aparência.

A Era Viking no entanto, não teve um fim dramático depois de anos de ataques e invasões. O povo foi se integrando às cidades e aceitando a religião cristã na Europa, se tornando então parte da civilização.

AVISO: Esta publicação é de divulgação e educação sobre temas relacionados à saúde e não substitui o acompanhamento profissional de um médico, psicólogo, nutricionista ou outro especialista.

PROPAGANDA

Últimas matérias

Próximo Post