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História & Humanidade

Tesouros da Era Viking são revelados em sua forma original

(National Museums Scotland/PA).

Inúmeras lendas rondam os Vikings, desde “demônios” sanguinários e impiedosos, até as épicas histórias de reis guerreiros como Ragnar Lothbrok (ou Lodbrok), rei lendário que com o tempo acabou absorvendo histórias de outros reis nórdicos, com a passagem das histórias pelo tempo – uma espécie de telefone sem fio, portanto. Mas alguém realmente encontrou tesouros da Era Viking lendários, frutos dos famosos saques.  

Em 2014, um aventureiro resolveu brincar de caça ao tesouro. Ele pegou um detector de metais e foi até Galloway, na Escócia. Há uma lendária luta, relatada oralmente pela tradição local, entre escoceses e vikings em um local próximo a Galloway.

O homem, então, resolveu procurar por algo no local onde a suposta luta ocorreu. Dessa forma, encontrou os tesouros da Era Viking, chamados de Galloway Hoard. Agora, alguns especialistas limparam os mais de cem objetos, cada um com mais de um milênio de idade.

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Muitos desses objetos pertenciam a outros povos europeus, mas os vikings saquearam. Dentre as jóias confeccionadas cuidadosamente, principalmente em prata e ouro, há objetos com imagens cristãs, em uma época onde os povos nórdicos ainda seguiam sua própria religião.

“É simplesmente espetacular. Realmente não existe um paralelo. Isso se deve em parte ao período de tempo de onde vem. Imaginamos que muitos tesouros eclesiásticos foram roubados de mosteiros – é isso que o registro histórico da era Viking nos descreve. Este é um dos sobreviventes. A qualidade do acabamento é simplesmente incrível. É um verdadeiro privilégio ver isso depois de 1.000 anos”, disse ao The Guardian o Dr. Martin Goldberg, curador do National Museums Scotland. 

Contexto

A partir do século XVIII, os Vikings expandiram seus horizontes, e passaram a explorar novas terras e chegaram até mesmo à América do Norte (assentamentos que não funcionaram por inúmeras razões). Os Vikings, então, saqueavam palácios, igrejas e mosteiros por toda a Europa, e viajaram até mesmo para o mediterrâneo, pisando em alguns pontos da África e da Ásia. 

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“No início do século 10, novos reinos estavam surgindo em resposta às invasões Viking. A dinastia de Alfredo, o Grande, lançava as fundações da Inglaterra medieval, e menciona-se Alba, o reino que se tornou a Escócia medieval, pela primeira vez em fontes históricas”, explica Goldberg. 

Assim, é nesse contexto que as joias estavam ali. Aquela região, Galloway, integrava um reino chamado Reino da Nortúmbria, ainda antes da Inglaterra surgir, unificando diversos reinos. 

Os tesouros da Era Viking

Dentre os tesouros, o maior destaque vai para uma cruz peitoral, com um fascinante acabamento. Ela impressiona pelo estado de conservação, após mil anos, mas também pela qualidade em sua produção. 

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(National Museums Scotland/PA)

“A cruz peitoral, com sua decoração sutil de símbolos evangelistas e folhagem, ouro cintilante e incrustações pretas, e sua corrente delicadamente enrolada, é um exemplo notável da arte do ourives anglo-saxão”, diz o Dr. Leslie Webster, do British Museum, ao The Scotsman

“Foi feito na Nortúmbria no final do século IX para um clérigo de alto escalão, como sugere a forma distinta da cruz. Cruzes anglo-saxônicas desse tipo são excepcionalmente raras, e apenas uma outra – muito menos elaborada – é conhecida desde o século IX”, explica. 

“A descoberta desta cruz pendente, em um contexto tão notável, é de grande importância para o estudo do trabalho do ourives medieval e para a nossa compreensão das interações vikings e anglo-saxões neste período turbulento.”, explica Webster, fascinado com a importância histórica do achado arqueológico. 

A cruz antes da limpeza. (National Museums Scotland/PA).

Dada a importância, então, o National Museums Collection Centre, em Edimburgo, no Reino Unido, adquiriu as peças do descobridor em 2017. Os pesquisadores da instituição, então, limpam cuidadosamente as peças e as estudam desde então.  Pela idade, eles estavam em um estado não tão bom – até porque passaram mil anos escondidos, acumulando sujeira e desgastes naturais.

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.

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