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Polvos sentem dor física e emocionalmente, mostra estudo

Um novo estudo mostrou que cefalópodes, mais especificamente polvos, sentem dor física e emocionalmente, assim como os seres humanos.

Pixabay

Um novo estudo mostrou que cefalópodes, mais especificamente polvos, sentem dor física e emocionalmente, assim como os seres humanos. Essa dor é muito mais do que um simples reflexo a estímulos ou lesões prejudiciais; é um estado emocional complexo, que leva a angústia ou sofrimento.

Os polvos são os invertebrados neurologicamente mais complexos da Terra, no entanto, são poucos os estudos que focam no sentimento de dor destes animais.

O estudo

Polvos sentem dor física e emocionalmente
Imagem de edmondlafoto por Pixabay

Através de medições detalhadas de comportamentos associados à dor espontânea e da atividade neural, os pesquisadores identificaram três linhas de evidência que indicam que os polvos são capazes de sentir estados emocionais negativos quando confrontados com a dor. Foram utilizados os mesmos métodos para testar a dor em roedores de laboratório nos polvos.

Após uma sessão de treinamento em uma caixa de três câmaras, os cefalópodes que receberam uma injeção de ácido acético — substância que causa dor — em um braço mostraram claramente evitar a câmara em que receberam a injeção. Já os polvos injetados com uma solução salina não prejudicial, por outro lado, não mostraram tal aversão.

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Quando os polvos que receberam uma injeção dolorosa receberam um analgésico, eles tenderam a preferir a câmara em que sentiram alívio imediato da dor. Aqueles que receberam apenas solução salina não deram a mínima para a câmara onde o analgésico foi aplicado.

polvos sentem dor
(iScience)

Apesar de o sistema nervoso do polvo ser organizado de maneira diferente dos vertebrados, as reações e características identificadas no estudo são comuns em mamíferos.

Essa preferência por um local, livre de danos, é considerada forte evidência de uma experiência de dor afetiva em vertebrados.

Indo um pouco mais afundo

Usando registros eletrofisiológicos, a equipe de pesquisa mostrou indiretamente uma resposta periférica prolongada no caminho para o cérebro do polvo, que parece representar a intensidade da dor experimentada pelas injeções de ácido. Além do mais, essas mensagens são rapidamente silenciadas e revertidas com um analgésico – um forte sinal de experiência de dor.

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Além disso todos os polvos injetados com o ácido mostraram comportamentos de limpeza no local da injeção durante o teste de treinamento de 20 minutos, removendo uma pequena área de sua pele com o bico. 

Até o momento, a dor contínua, em oposição à dor transitória, só foi demonstrada em mamíferos. Este estudo levanta uma série de questões éticas sobre como tratamos os cefalópodes. Além disso, ele oferece uma nova origem evolutiva para a experiência da dor no reino animal.

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