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( Big Ear Radio Observatory and North American AstroPhysical Observatory (NAAPO)).

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Estrela semelhante ao Sol pode ser a origem do sinal Wow!

Sinal Wow! é o nome de um sinal captado pelo radiotelescópio Big Ear em 1977. O astrônomo Jerry Ehman trabalhava na análise de dados quando notou um sinal que se destaca entre todos os outros. Números e letras representavam os sinais em um papel, e um conjunto de dígitos se diferenciavam dos outros – representados por ‘6EQUJ5’, notavelmente quebrando completamente o padrão dos números. Veja na imagem de capa.

Ehman trabalhava para o SETI, um projeto internacional de busca por civilizações inteligentes extraterrestres. Não é um projeto maluco ou algo assim – é um projeto completamente científico, baseado em evidências e no clássico ceticismo científico. Mas Ehman se impressionou com a repentina mudança dos sinais. Então, circulou e escreveu Wow! – então, o sinal recebeu esse nome como uma espécie de brincadeira. 

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Por destacar-se tanto, parece com algo que uma civilização inteligente enviaria. Ninguém pensou ser algum tipo de código ou algo assim, até porque números e letras são as nossas maneiras de representar os diversos códigos da natureza. A ideia de uma civilização em enviar uma mensagem assim é apenas dizer “Olá, estamos aqui, alguém nos ouve?”. Uma comunicação de fato seria mais complicada.

Em busca da origem do sinal Wow!

“O sinal WoW é altamente sugestivo de origem inteligente extraterrestre, mas pouco mais pode ser dito até que retorne para um estudo mais aprofundado”, disse na época da detecção disse o diretor do observatório, John Kraus, em uma carta a Carl Sagan, conforme a revista Astronomy.

Os sinais vieram desta região. (Benjamin Crowell).

Desde então, diversas hipóteses surgiram para explicar o sinal e sua origem. Em 2017, os cientistas tiveram quase certeza que encontraram a origem do sinal. Naquela ocasião, eles imaginaram que poderia ser um cometa, já que a frequência de 1420 MHz é uma assinatura do hidrogênio – foi quando rastrearam o cometa 266/P Christensen. Ninguém afirmou com certeza, mas eles possuíam bastante confiança nisso. 

Ainda há chances de ser, de fato, o cometa 266/P Christensen a origem do sinal. Mas em um artigo, publicado por ora apenas como preprint, no repositório arXiv, um astrônomo amador Alberto Caballero questiona. Na verdade ele não questiona o trabalho anterior, mas apenas propõe uma nova fonte para o sinal Wow! – uma possível civilização inteligente. 

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Investigando

Para chegar à nova origem, Caballero utilizou dados o observatório Gaia, da Agência Espacial Europeia (ESA). A agência lançou a sonda em 2013 para fazer uma varredura dos céus. Até o momento, Gaia mapeou 1,3 bilhão de estrelas, e continuará até 2024. Até o fim do mapeamento, ele se tornará o mapa mais detalhado da Via Láctea.

Caballero, então, percebeu que temos muitos mais dados nos dias que hoje do que na década de 1970. Na época, os cientistas buscaram por candidatos, mas não encontraram. Eles buscaram, na região de onde os sinais vieram, estrelas semelhantes ao Sol – estáveis, duradouras e com temperatura ideal para abrigar vida no seu entorno.

Há tipos de estrelas que vivem por períodos de tempo muito curtos, outras são muito frias. A vida na Terra, por exemplo, existe é há bilhões de anos, desde que o Sol acabara de surgir. E levamos 4 bilhões de anos para chegar onde estamos. Portanto, estrelas que vivem menos do que isso não abrigariam vida inteligente. A nossa melhor aposta está em estrelas parecidas com o Sol, já que nós existimos.

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A estrela mais parecida com o Sol na região é a 2MASS 19281982-2640123, na constelação de Sagitário, a 1800 anos-luz da Terra. A estrela é quase idêntica ao Sol. Mas se for vida inteligente, enviou o sinal 1800 anos antes de 1977, pois a luz possui velocidade finita. Se é, de fato, uma civilização inteligente, qual a garantia que ele eles não se extinguiram?

Vale lembrar que não é certeza. Não é uma prova de que existe vida inteligente, mas apenas um novo passo nas investigações. E aí, animado?

O estudo foi publicado como preprint no arXiv.

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Com informações de Astronomy e CABELLERO, A

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