Vídeo inédito mostra ‘Kraken’ caçando no mar profundo

SoCientífica

Lulas gigantes, também conhecidas por ‘Kraken’, são recorrentes no vocabulário diário e na história. Mas, apesar disso, poucas pessoas tiveram a sorte de vê-las. Por possuir uma visão invejável e inteligência incomparável, elas sabem reconhecer uma ameaça e se manter longe dela. Esse é um dos motivos de não conseguirmos vê-las. Mas cientistas bolaram um plano para ao menos tirar uma lasquinha de conhecimento acerca do dia a dia desses animais.

Em vídeo inédito, cientistas marinhos captaram seu comportamento de caça no oceano – revelando, pela primeira vez, como esses gigantes das profundezas perseguem e atacam suas presas.

A lenda do ‘Kraken’ cativou os humanos por milênios, mas nosso conhecimento sobre os grandes cefalópodes das profundezas que inspiraram esse mito permanece limitado. Métodos convencionais para explorar o mar profundo, incluindo o uso de redes, submersíveis tripulados e veículos operados remotamente (ROVs), são principalmente adequados para estudar organismos lentos ou sésseis (imóveis), e armadilhas fotográficas com iscas tendem a atrair necrófagos em vez de predadores”, escrevem os pesquisadores em artigo publicado na Science Direct.

Um vídeo inédito do ‘Kraken’

Cientistas combinaram câmeras de baixa luminosidade e iluminadores vermelhos. O motivo pelo qual os pesquisadores usaram a luz vermelha é que as criaturas do mar profundo são cegas para a luz vermelha de comprimentos de onda mais amplos. Outro método empregado foram as iscas que imitam a bioluminescência. As iscas imitavam o movimento e o brilho de uma água-viva bioluminescente, uma refeição que as lulas dão preferência.

Eles chamaram essas iscas de E-Jelly e as localizaram na ponta de um braço estendido. Isso resultou na lula tentando agarrar sua presa, o que permitiu aos cientistas medir o comprimento dos tentáculos da espécie, que foram calculados em espantosos 1,8 m de comprimento.

“Recomendamos que estudos futuros avaliem o valor do uso de sistemas de baixa luminosidade ou iscas ópticas de uma maneira mais robusta do ponto de vista científico”, escreveram os pesquisadores.

“Por exemplo, embora o E-Jelly que imita a bioluminescência pareça ser uma ferramenta eficaz para atrair espécies de cefalópodes, estudos futuros podem avaliar se iscas de diferentes intensidades, cores ou padrões de luz variam em sua capacidade de atrair vários táxons de águas profundas cefalópodes.”

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