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Ciência

Observatório Vera Rubin: câmera mais potente do mundo faz primeira fotos (de um brócolis)

(Imagem: SLAC).

O Observatório Vera Rubin faz suas primeira fotos, com uma resolução de 3200 megapixels. E sim, ela estreou com um brócolis. A resolução é tão alta que é possível captar uma bola de golfe a 24 km de distância.

Outro exemplo de sua gigantesca resolução é o fato que que, para exibir a imagem em tamanho real, você precisaria formar a imagem utilizando uma parede de 378 telas em 4K.

(Imagem: SLAC).

Por enquanto, a câmera inteira ainda não está completa. Será um super observatório espacial. No momento, os cientistas finalizaram apenas o sensor, e o testaram com um brócolis. 

Além disso, essas fotos bateram o record. As maiores imagens já feitas com uma única foto. Geralmente essas imagens grandes são montadas a partir de diversas fotos combinadas computacionalmente. 

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Ah, e o brócolis foi apenas um teste, no entanto. O uso do Observatório Vera Rubin será de enorme valor para astrofísica. Os cientistas conduzirão, portanto, pesquisas sem precedentes na área. 

(Imagem: SLAC).

O sensor será integrado à maior câmera digital do mundo, em processo de construção pelo SLAC (Centro de Aceleração Linear de Stanford). Ela servirá ao Observatório Vera Rubin, no Chile.

Vera Rubin, falecida em 2016, foi uma astrônoma importantíssima para o nosso conhecimento sobre as galáxias. Além disso, foi ela quem encontrou as primeira evidências de matéria escura, ao notar a diferença na rotação da galáxia com as previsões teóricas até aquele momento.

Resolução para estudar o “inestudável”

É exatamente por isso que o observatório leva o nome de Vera Rubin. É uma homenagem. A principal atuação do observatório será na pesquisa de matéria escura e energia escura.

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A matéria escura é algo que não enxergamos, nem interagimos. Só sabemos de sua existência, no entanto, por que ela causa força gravitacional. Os cientistas querem descobrir o que causa isso.

Energia escura, por sua vez, é algo que também nunca detectamos, ou seja, um nome para algo que não sabemos. Mas especula-se que ela é a causadora da constante expansão do universo.

“Este é um grande marco para nós. O plano focal produzirá as imagens para o LSST, portanto, é o olho capaz e sensível do Observatório Rubin”, diz Vincent Riot, um dos gerentes do projeto, em um comunicado.

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Para alcançar tal resolução, os cientistas utilizaram um total de 189 sensores individuais. Cada um deles, por sua vez, entrega uma resolução de 16 megapixels. É, portanto, como se juntassem quase 200 dos seus celulares em um único plano focal.

3200 megapixels é um número que não nos entrega uma boa perspectiva, no entanto. Você já deve ter ouvido falar que as imagens são montadas por pequenos quadrados chamados pixels, certo? 3200 megapixels equivalem a 3,2 bilhões de pixels. 

“Esta conquista está entre as mais significativas de todo o projeto do Observatório Rubin”, diz Steven Kahn. Kahn é o diretor do Observatório Vera Rubin.

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“A conclusão do plano focal da câmera LSST e seus testes bem-sucedidos é uma grande vitória da equipe de câmeras que capacitará Rubin Observatório para fornecer ciência astronômica de próxima geração”, explica.

Com informações de Live Science e SLAC-Stanford.

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.


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