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Asteroide interestelar Oumuamua pode ser apenas um ‘floco de poeira’.

Representação artística do Oumuamua. (Créditos da imagem: ESO/M. Kornmesser).

O Oumuamua foi descoberto em novembro de 2017. Trata-se do primeiro asteroide interestelar já encontrado.  Desde então, portanto, os cientistas olham com um grande ar de curiosidade para o objeto.

Diversas hipóteses já surgiram para explicá-lo. Alguns sonhadores torcem para que o asteroide seja, na verdade, uma nave alienígena. Entretanto, lamentamos te informar, que não é. 

Em junho de 2020, um estudo sugeriu que o Oumuamua pudesse ser um iceberg espacial de hidrogênio. Em agosto, outro estudo, no periódico The Astrophysical Journal Letters, mostrou, no entanto, que  não é possível que ele seja composto de hidrogênio, por algumas razões físicas e matemáticas.

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Além disso, há diversos outros estudos que tentam entender sua composição. Portanto, esse é um assunto ainda em aberto, e não há certeza alguma sobre qualquer coisa em relação a ele. 

Agora, novamente no Astrophysical Journal Letters, e também disponível como preprint, no arXiv, um grupo de pesquisadores diz que o Oumuamua pode ser apenas um tufo de poeira.

É exatamente um tufo de poeira, de acordo com a concepção deles. Assim como aqueles flocos de poeira que se formam na sua casa, juntados pela energia estática. Só que bem maior do que isso.

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Portanto, ao invés de uma nave alienígena super tecnológica, é possível ser apenas literalmente a poeira que a nuvem de Oort. A nuvem de Oort é uma nuvem de detritos espaciais que circula o sistema solar a uma distância muito grande) varreu para debaixo do tapete. 

Ok, tudo no universo é formado por poeira espacial, até mesmo a Terra e nós, humanos. No entanto, nesse caso há a diferença de que é literalmente um tufo de poeira, e não um objeto mais sólido que acabou se formando a partir disso.

A formação do Oumuamua

Liderado por Jane Luu, astrônoma da Universidade de Oslo, localizada na Noruega, sugere que o núcleo de um cometa se destruiu e lançou poeira ao espaço. Essa poeira, portanto, formou o Oumuamua.

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A hipótese também explicaria o motivo pelo qual a sua velocidade é tão alta. A hipótese do hidrogênio explicava também, perfeitamente, os 92 mil km/h, antes de ser refutado. 

A poeira, por sua vez, explica que, ao ser despejada pelo cometa, formou-se o Oumuamua. Além disso, os gases liberados “empurraram” o floco e o jogaram para longe.

É como se tivesse formado um floco de poeira tivesse se formado na sua mesa e, logo em seguida, um vento batesse e, portanto. o lançasse para longe. A diferença é, no entanto, que como não há resistência no espaço, esse vento o acelerou a 92 mil km/h. 

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Essa aceleração é bizarra porque é muito alta. É, portanto, o asteroide mais rápido visto. Esse é um dos motivos que levou alguns a cogitarem a possibilidade de uma nave alienígena.

Além disso, o seu formato de “charuto espacial” chama muito atenção. Isso porque geralmente há a tendência nos objetos espaciais a adquirir um formato parecido com uma bola.

A ideia ainda não é uma prova, ainda menos uma teoria de fato. Por ora, trata-se apenas de uma hipótese que pode, assim como diversas outras já foram, ser refutada em breve.

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O estudo foi publicado no periódico Astrophysical Journal Letters. Com informações de Space.com e Universe Today.

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.


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