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Espaço

Os 4 mundos do sistema solar mais promissores para a vida microbiana

(Imagem: NASA/JPL-Caltech)

A descoberta de sinais que podem indicar a presença de vida microbiana em Vênus levantou um debate mais popular quanto ao assunto, embora ainda não tenham sido confirmados. No entanto, mesmo que não seja confirmada a vida por lá, não há problemas. Vênus é um planeta hostil, difícil para a vida sobreviver. Mas há alguns locais mais amigáveis pelo sistema solar, e apenas um deles é planeta.

Marte

(Imagem: ESO/M. Kornmesser)

Marte é, com certeza, o mais clássico de todos. O planeta é o maior foco da humanidade para missões tripuladas atualmente. Mas precisamos ir para a Lua antes, para conseguir reabastecer o foguete, e sobrar combustível para que os astronautas possam voltar.

Mesmo que não haja humanos por lá, há dezenas de robôs, tanto na superfície, quanto na órbita do planeta. Muitos deles possuem como uma das missões principais a detecção de evidências de vida.

O planeta é muito parecido com a Terra, e no passado pode ter sido ainda mais parecido. Acredita-se que Marte possa ter tido oceanos e pelo menos uma vida microbiana. Embora hoje seja mais desértico, a vida ainda poderia prosperar, ou pelo menos os sinais de uma vida passada.

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Europa

(Imagem: NASA/JPL-Caltech/SETI Institute)

Europa é uma das muitas luas de Júpiter. Descoberta em 1610 por Galileu Galilei, é uma das maiores delas – um pouco menor do que a nossa lua. E ela é um local também bastante promissor.

Um ponto interessante por lá, é a existência das forças de maré. Conforme dança no entorno de Júpiter, é esticada para os lados pela forte gravidade. Isso pode gerar aquecimento para os microorganismos.

Além disso, as forças de maré fazem com que seu interior permaneça muito quente, assim como na Terra. Portanto, ainda há atividade geológica por lá, e isso é um ótimo sinal para a manutenção da vida.

Encélado

(Imagem: NASA/JPL/Space Science Institute/Kevin M. Gill)

Navegando um pouco mais chegamos à Saturno. E Encélado orbita o planeta. Coberta por uma camada de gelo, pode parecer desértica. Mas não se detenha a isso.

Abaixo do gelo de Encélado, há um gigantesco e complexo oceano. Por lá, podem viver diversas criaturas microscópicas. Essas possibilidades ficaram ainda mais promissoras com a descoberta de gêiseres em 2010.

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A importância de água aquecida é para a retirada de energia. Por isso a importância da atividade geológica. As fontes hidrotermais são, também, onde a vida surgiu na Terra, e onde prosperam longe da luz do Sol.

Titã

Foto de Titã com uma iluminação sazonal, capturada pela Cassini. (Imagem: NASA-JPL/ESA)

Titã talvez seja a mais fascinante das luas de Saturno, e já falamos aqui sobre o cheiro do planeta. Embora provavelmente possua uma mistura de cheiro de podridão com doce (o que não deve ser muito agradável), pode ser um bom lar.

Com uma atmosfera bastante densa, Titã possui toda a complexidade presente na Terra – mudanças sazonais, moléculas orgânicas complexas. Mas também é muito fria na superfície.

Pela temperatura e pressão atmosférica, por lá, o metano é líquido (na Terra é um gás). E há rios e chuva de metano em Titã. Para a vida microbiana, também há água aquecida no interior. Todos os ingredientes da vida estão lá.

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Com informações de Live Science.

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.

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