Connect with us

Hi, what are you looking for?

Plantas & Animais

Purussaurus brasiliensis, o jacaré gigante que habitou a Amazônia

O gigante de 12,5 metros viveu nos rios e pântanos da floresta amazônica no final do Mioceno.

Há aproximadamente 8 milhões de anos, no final do Mioceno, nos rios e pântanos da floresta amazônica e nos territórios ao Norte da América do Sul, viveu um jacaré gigante de 8,5 toneladas, o Purussaurus brasiliensis.

Descrito pela primeira vez a mais de 100 anos, o Purussauro é conhecido pela ciência há muito tempo, e chama grande atenção pelo seu tamanho colossal. Somente o crânio desse réptil chegava a medir 1,5 metros, com mordida poderosa que estima-se ter alcançado 7 toneladas de força, isso graças ao formato de seu crânio: curto, com um formato robusto, largo e com narinas grandes que dissipavam muito mais o impacto gerado mordida, sem causar prejuízos ao animal. Essa poderosa mordida o permitia atacar presas muito maiores, o elevando ao topo da cadeia alimentar daquela época.

Anatomia do crânio do jacaré gigante da Amazônia, o Purussaurus brasiliensis. (A) Crânio de P. brasiliensis UFAC 1403 em vista dorsal. (B) Crânio P. brasiliensis UFAC 1403 em vista ventral. (C) crânio de reconstrução de P. brasiliensis UFAC 1403 e mandíbula associada UFAC 1118 com dentes em vista lateral. Barra de escala: 50 cm. Abreviações: bo, basioccipital; ec, ectopterigoide; f, frontal; j, jugal; l, lacrimal; m, maxila; n nasal; oc, côndilo occipital; p, parietal; palatina; pm, pré-maxila; po, pós-orbital; prf, pré-frontal; pt, pterigóide; q, quadratura; qj, quadratojugal; sq, squamosal.

Uma representação artística do gigante jacaré da Amazônia, o Purussaurus brasisliensis.

Este jacaré gigante podia chegar a cerca 12,5 metros de comprimento e também compartilhava seu habitat com diversos peixes, tartarugas gigantes, aves, outros tipos de jacarés, crocodilos, gaviais, e uma fauna diversificada de mamíferos como preguiças gigantes e roedores da época, acredita-se que o Purussauro tenha se alimentado de todos eles. Com todo esse tamanho o jacaré amazônico precisava digerir ao menos 40,6 kg de alimentos. Assim como seus parentes atuais, ele provavelmente afogava suas vítimas para depois arrancar pedaço a pedaço com um giro, engolindo inteiro sem mastigar.

Uma comparação entre o Purussaurus brasiliensis e outros crocodilorformes.

Com o surgimento e as mudanças constantes na elevação da Cordilheira dos Andes, houve uma alteração climática no sistema de águas amazônico, o que reduziu a quantidade de espaço disponível para os animais que viviam naquela época, dificultando muito a vida dos grandes predadores. Os animais menores se adaptaram com maior facilidade, o que garantiu sua sobrevivência, já os gigantes jacarés da Amazônia, não tiveram tanta sorte.

Referencias: 

Continua depois da publicidade

Aureliano, Tito; Ghilardi, Aline M.; Guilherme, Edson; Souza-Filho, Jonas P.; Cavalcanti, Mauro; Riff, Douglas (2015). “Morphometry, Bite-Force, and Paleobiology of the Late Miocene Caiman Purussaurus brasiliensis”.PLOS ONE. 10 (2): e0117944. ISSN 1932-6203. doi:10.1371/journal.pone.0117944.

Avatar
Publicado por

Comentários

Populares hoje