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História

Expedição irá procurar pelo Endurance: o navio perdido de Shackleton

Uma nova expedição, a Endurance22, partirá em 2022 para buscar o navio Endurance perdido há mais de um século.

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No começo de 1915, o navio Endurance ficou preso no Mar de Weddell, no Oceano Antártico. O seu capitão, Ernest Shackleton, mandou que os tripulantes abandonassem o navio perdido e andassem sobre o gelo algumas semanas após o navio ficar preso.

Numa façanha inacreditável, o capitão Shackleton conseguiu retornar todos os 28 tripulantes à Inglaterra, após mais de 500 dias perdidos no gelo. Durante esse período, os tripulantes precisaram comer focas, penguins, seus próprios cachorros, além de aturar temperaturas de -40°C.

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Contudo, um grupo de cientistas agora quer encontrar o navio perdido do capitão Shackleton. A expedição Endurance22 deve partir em fevereiro de 2022 levando submarinos remotos a bordo do navio quebra-gelo sul-africano Agulhas II.

De acordo com a equipe, as condições de temperatura, luz e pressão no local do naufrágio devem ter mantido o navio quase intacto. Assim, os pesquisadores esperam que o navio perdido esteja a pelo menos 3000 metros de profundidade.

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Além do mais, a lenda dos mares do século 20 pode abrigar uma biodiversidade peculiar, incluindo, talvez, novas espécies.

Como encontrar um navio perdido no oceano

Para encontrar essa agulha no palheiro do Mar de Weddell, os pesquisadores vão contar com tecnologias de ponta no que tange à exploração submarina. O submarino autônomo Saab Sabertooth, por exemplo, deve ser lançado ao mar assim que o Agulhas II atingir regiões próximas do naufrágio.

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Um dos poucos possíveis pontos positivos do aquecimento global é que a equipe Endurance22 deve encontrar camadas de gelo muito mais finas do que sir Shackleton encontrou em 1915. No entanto, ainda assim a viagem deve ser desafiadora e a chegada às coordenadas aproximadas do navio será a parte mais difícil da missão.

Portanto, a equipe deve utilizar tecnologias de localização via satélites para facilitar a chegada ao local e também a navegação dos submarinos.

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Os pesquisadores não irão coletar quaisquer itens do navio, ademais. Isso porque o navio perdido se encontra em águas internacionais.

Ainda assim os pesquisadores acreditam que a descoberta do navio deve reacender o gosto pela exploração nas próximas gerações.

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Donald Lamont, diretor do Falklands Maritime Heritage Trust afirma ao Live Science: “Nós esperamos que trazer esta história a novas gerações irá inspirá-las a explorar, superar quaisquer desafios que elas possam enfrentar, e entender mais sobre o ambiente da Antártica e o quão importante ele é mesmo para aqueles de nós que vivem a milhares de milhas ao norte.”

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