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Conheça os 10 maiores corpos do Sistema Solar; planetas de fora

O sistema solar vai muito além dos planetas. ( Antonio Ciccolella / Wikimedia Commons)

Eu aposto que quando alguém te fala em sistema solar você pensa no Sol, nos oito planetas e, dependendo de sua idade, em Plutão – que até recentemente foi um planeta. Mas o sistema solar vai muito além disso, e há inúmeros pontos fascinantes. Por isso, preparamos essa lista com os dez maiores corpos do sistema solar, mas desconsiderando os planetas. 

1. Ganimedes

(NASA/JPL).

Plutão não é o maior objeto que não seja um planeta, mesmo que já tenhamos o considerado como planeta. Na verdade, esse título vai para Ganimedes, uma das numerosas luas de Júpiter. Na verdade, Ganimedes é maior, inclusive, do que o planeta Mercúrio, ultrapassando em 8% o tamanho do planeta que homenageia o deus mensageiro.

2. Titã

(NASA / JPL-Caltech / University of Arizona / University of Idaho).

Titã, uma lua de Saturno, também é maior do que Mercúrio e Plutão. Titã é, talvez, o mundo mais fascinante no sistema solar – a lua é um dos quatro locais mais promissores para a vida por aqui. Além disso, sempre falamos de Titã na Socientífica, com toda a sua complexidade atmosférica, ambiental e geológica. 

3. Calisto

(NASA/JPL/ DLR).

Desta vez um pouco menor, mas ainda com um tamanho parecido com o de Mercúrio, Calisto se parece com uma iluminação de festa, mas é uma das luas galileanas (descobertas por Galileu Galilei) de Júpiter.

4. Io

(NASA / JPL / University of Arizona).

O nome é estranho, mas ela realmente se chama Io. E sim, é outra lua do sistema solar. Com mais de 400 vulcões ativos, Io é o corpo geologicamente ativo de todo o sistema solar. Pela atividade geológica, ela produz muitas montanhas. Diversas de suas mais de cem montanhas são mais altas do que o Monte Everest.

5. Lua

(Luc Viatour / Wikimedia Commons).

Agora entra a nossa querida Lua. Ela é bonita, em nosso céu. No entanto, não é tão fascinante quanto os outros corpos do sistema solar. 

6. Europa

(NASA/JPL-Caltech/SETI Institute).

Não falo do continente. Esta é outra lua com um nome peculiar. Ela é outra das luas galileanas, e também bastante amigável para a vida. A lua Europa é, também, bastante complexa, e é outro tema recorrente aqui na Socientífica

7. Tritão

(NASA/JPL).

Saindo de Júpiter e Saturno, temos a maior lua de Netuno, chamada Tritão. No passado, Tritão integrava o Cinturão de Kuiper, e era o maior objeto por lá. No entanto, a gravidade de Netuno o capturou há muitos milhões de anos. Assim, Tritão deixou de ser um asteroide e tornou-se uma lua.

8. Plutão

(NASA / Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory / Southwest Research Institute).

Todos os sete corpos anteriores eram maiores do que Plutão. Em 2006, por diversos motivos, a  União Astronômica Internacional (UAI, na sigla em inglês) , o tornou um planeta-anão. Um dos motivos foi a descoberta, em 2005, de Éris – o nosso próximo integrante. Antes a humanidade não se fascinava tanto com Plutão, mas desde que a sonda New Horizons se aproximou, diversos estudos surgiram mostrando a beleza de nosso ex-planeta.

9. Eris

(ESO/L. Calçada and Nick Risinger).

Ele é só um pouco menor do que Plutão – seus tamanhos são praticamente iguais. Mas Éris é consideravelmente mais massivo do que Plutão. Então, por que um deles era um planeta e outro planeta-anão? Foi assim que Plutão perdeu seu título.

10. Titânia

(NASA/JPL).

Representando Urano, temos aqui a sua maior lua – Titânia. Ela possui um tamanho bem menor do que Éris e Plutão. Praticamente sem atmosfera, não é um corpo tão fascinante, mas talvez possua uma camada bem fina de água líquida abaixo do gelo em sua superfície.

Por que nenhum dos dez maiores corpos do sistema solar é um planeta?

A resposta é simples – porque não atingem os requisitos mínimos para um planeta. Um planeta precisa ter força gravitacional suficiente para ser um esferóide (todos da lista têm), orbitar o Sol (o que as luas não fazem) e limpar suas órbitas de grandes quantidade de detritos espaciais (que é onde os planetas-anões pecam). 

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.

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