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Cometa gigante descoberto em 2017 continua vindo em direção à Terra

o cometa C/2017 K2 está vindo para nos visitar, com previsão de chegada para 2022.

cometa
(Créditos da imagem: NASA/Hubble)

A festa dos cometas. Recentemente fomos visitados pelos Atlas e pelo cometa Swan, apesar de não serem tão bonitos quanto muitos imaginam.

Agora, o cometa C/2017 K2 está vindo para nos visitar, com previsão de chegada para 2022.

O astrônomo Con Stoitsis fez um comentário no twitter:

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“Um cometa Gigante está vindo

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Cometa C/ 2017 K2

Em um periélio em dezembro de 2022. Está a quase 10 UA [unidades astronômicas] do Sol e já é muito ativo e brilhante

A observação foi feita na noite de 23-24 de maio”, diz o tweet.

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O cometa

Para introduzir, um cometa é um objeto composto por rochas, gelo, gases e poeira. Quando se aproxima do Sol, o gelo derrete e, por sua composição, geralmente possui uma cauda. 

A maioria dos cometas vêm na nuvem de Oort, uma grande nuvem de rocha e poeira, bem como alguns gases restantes da formação do Sol e dos planetas, localizada além da órbita de plutão. Alguns rebeldes, entre cometas e asteroides, por exemplo, escapam da nuvem, e só o detectamos quando se aproximam do Sol.

Todavia, não é uma viagem rápida. O C/ 2017 K2 está em rota há milhões de anos.

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Ele foi descoberto pelo Telescópio Panorâmico de Pesquisa e o Sistema de Resposta Rápida (Pan-STARRS), no Havaí, em 2017.

A foto abaixo foi capturada pelo telescópio espacial Hubble ainda em 2017, logo que o descobriram.

cometa

Ele era, até então, o mais distante cometa já descoberto, a uma distância de cerca de 2,4 bilhões de quilômetros do Sol.

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É uma distância mais ou menos como a órbita de Saturno, mas é distante para um cometa, tendo em vista que eles são pequenos e não brilham muito, quando distantes.

A imagem abaixo contém a órbita do cometa. A posição dele na imagem era a de 2017, quando foi descoberto.

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Na ocasião, os cientistas estavam excitados com a novidade

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“Poderemos monitorar pela primeira vez a atividade de desenvolvimento de um cometa que cai da nuvem de Oort por uma distância extraordinária de distâncias. Ele deve se tornar cada vez mais ativo à medida que se aproxima do Sol e, presumivelmente, formará uma cauda”, disse David Jewitt, da Universidade da Califórnia na época.

Algo que o cometa ajudou a descobrir é a origem o brilho. A princípio, acreditava-se que poderia ser do descongelamento da água, mas se trata de outras causas. Pela distância, portanto, a origem do brilho deve ser da sublimação de gases voláteis.

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.

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