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Planeta & Ambiente

O Arco de Darwin acaba de colapsar nas Ilhas Galápagos

A estrutura natural conhecida como Arco de Darwin acaba de colapsar nas Ilhas Galápagos após causas naturais erodirem parte da estrutura.

O Arco de Darwin desabou no último dia 17 por consequências naturais, de acordo com autoridades. Imagem: Wikipedia

Em sua viagem a bordo do SS Beagle, Charles Darwin registrou dados e hipóteses sobre ecossistemas do mundo todo. As Ilhas Galápagos, lar de uma das maiores biodiversidades do planeta foram um dos pontos mais estudados pelo naturalista inglês. Uma das ilhas, inclusive recebeu o nome do biólogo, juntamente a uma estrutura chamada de Arco de Darwin.

Contudo, de acordo com o Ministro do Ambiente e Águas do Equador, o arco acaba de desabar. A estrutura naturalmente formada fica a aproximadamente 1km de distância da Ilha de Darwin e tinha o formato de uma ponte isolada. Todavia, o topo da estrutura desabou, deixando apenas os pilares laterais. Essas colunas, inclusive receberam o nome de “Pilares da Evolução” pela companhia de turismo Agressor Adventures.

Ainda de acordo com as autoridades do Equador, o Arco de Darwin desabou devido a causas naturais, provavelmente pela erosão do vento e da água do mar. Vale lembrar que as Ilhas Galápagos como um todo são Patrimônio Mundial reconhecido pela UNESCO (A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

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O Arco de Darwin é um hotspot para mergulhadores

Assim como todo o resto das Ilhas Galápagos, o Arco de Darwin é repleto de uma biodiversidade única ao seu redor. Apesar da visitação em terra ser proibida no arco, as águas no entorno do monumento natural são uma importante área de alimentação e reprodução para tubarões, tartarugas e centenas de espécies de peixes.

Ademais, um estudo disponível no periódico Plos One mostrou em 2014 que fêmeas de tubarão-baleia usam as águas do Arco de Darwin de forma intensa para alimentação. Pesquisadores acreditam, nesse sentido, que a ilha funcione como uma parada intermediária durante períodos de migração dos tubarões-baleia, tubarões-martelo e diversas espécies de tartaruga marinha.

Imagem: Domingo Trejo/Pixabay 

O arquipélago como um todo junta 234 ilhas, algumas com espécies e subespécies únicas de animais e plantas. Não é a toa, por conseguinte, que o conjunto de ilhas tenha chamado tanta atenção do biólogo mais famoso do planeta.

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Mateus Marchetto
Publicado por

Aluno de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná, professor de inglês, apaixonado por ciência e divulgação científica. Me interesso principalmente pelas áreas de microbiologia, bioquímica e bioinformática.

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