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Água extraterrestre encontrada em meteorito na Terra

Cientistas descobriram água em um meteorito primitivo, formado além da órbita de Júpiter, que expande nossa compreensão do antigo sistema solar.

Imagem: NASA/Eric James

Cientistas identificaram água líquida extraterrestre rica em dióxido de carbono dentro de um meteorito formado há 4,6 bilhões de anos. A descoberta sugere que seu asteroide se formou além da órbita de Júpiter.

A água, em qualquer forma, é onipresente em todo o sistema solar. Você irá encontrá-la na Terra, na Lua , nos anéis de Saturno, nos cometas, em Marte ou mesmo até mesmo Titã e Enceladus. A onipresença da água é indiscutível.

Os pesquisadores observaram inclusões de água líquida dentro de cristais de sal localizados em uma classe de meteoritos chamados condritos comuns, que constituem a grande maioria de todos os meteoritos registrados na Terra. Até agora, porém, esse precioso recurso nunca havia sido encontrado em meteoritos condritos carbonáceos, formados muito cedo na história do sistema solar.

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No estudo recente, publicado na revista Science Advances, a equipe de cientistas da Universidade Ritsumeikan, no Japão — liderada por Akira Tsuchiyama — utilizou técnicas de microscopia para examinar fragmentos do meteorito nomeado de ‘Sutter’s Mill’.

A presença de inclusões de água líquida no meteorito Sutter’s Mill tem implicações interessantes sobre as origens do asteroide deste meteorito. Diante dos resultados, os pesquisadores acreditam que o objeto provavelmente foi formado a partir de fragmentos de água congelada e dióxido de carbono. Se for esse o caso, significa que se desenvolveu além da órbita de Júpiter, para então migrar para dentro do sistema solar.

(A) Inclusões em um grão de calcita no meteorito Sutter’s Mill reconhecido por nanotomografia de raios-X.  Fluidos não foram detectados em inclusões relativamente grandes, pois já haviam escapado. (B) Imagem TEM de uma não inclusão preenchida com fluido contendo CO2 (indicada pela seta).  (C) H2O, CO2 e linhas de neve de CO e formação do corpo-mãe Sutter’s Mill. A região de formação pode ser estimada a partir da presença do fluido contendo CO2. A taxa de acréscimo nebular, Ṁ, corresponde ao eixo do tempo para a evolução do sistema solar inicial. Imagem: Akira Tsuchiyama/Universidade Ritsumeikan

A descoberta expande nossa compreensão de como os planetas evoluíram em nosso sistema solar pode ajudar na busca pela origem da água da Terra. 

Existem muitas teorias sobre onde e como a Terra obteve sua água. Uma das principais teorias sugere que a água caiu na Terra, presa dentro de objetos como meteoritos. De acordo com essa teoria, as moléculas de água incorporadas nas estruturas cristalinas dos minerais nessas rochas espaciais podem ser uma das fontes de água da Terra, explicou Tsuchiyama em um comunicado

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“Embora a quantidade de água líquida encontrada no presente estudo é muito pequena”, disse Tsuchiyama, “o estudo dá evidências da presença dessa água líquida”. 

“Em outras palavras, se a água nesses minerais contribuiu para a água da Terra, então ela pode ser considerada o ‘pai’ da água da Terra, e os meteoritos que hospedam esses minerais, portanto, o ‘material avô da água da Terra”, completa.

Com informações de Space.

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Redação
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A SoCientífica, abreviação para Sociedade Científica, nasceu em agosto de 2014 da vontade de decifrar as novidades no mundo científico e transmiti-las para uma sociedade que depende da ciência e tecnologia mas que sabe muito pouco sobre elas. Em um momento em que a desconfiança está se sobressaindo e novas ondas negacionistas de evidências surgem, a SoCientífica está empenhada em ajudar a trazer iluminação para a sociedade novamente.

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