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O Universo está se expandindo mais rápido do que imaginávamos, segundo pesquisa

Dados do telescópio Hubble mostram discrepâncias na expansão do Universo.

As medições da taxa de expansão de hoje não correspondem à taxa esperada com base em como o Universo surgiu logo após o Big Bang, há 13 bilhões de anos. Astrônomos usando o Telescópio Espacial Hubble reduziram significativamente a possibilidade de que essa discrepância seja uma casualidade.

O número indica que o Universo está se expandindo a uma taxa cerca de 9% mais rápida do que a implícita nas observações de Planck do Universo primordial, que dão um valor para a constante de Hubble de 41,6 milhas por segundo por megaparsec.

“Esse descompasso tem crescido e chegou a um ponto que é realmente impossível descartar como um acaso. Essa disparidade não poderia ocorrer de forma plausível por acaso”, disse o professor Riess, líder da pesquisa e vencedor do prêmio Nobel.

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A equipe analisou a luz de 70 variáveis ​​Cepheid em uma galáxia satélite vizinha conhecida como a Grande Nuvem de Magalhães, agora calculada a 162.000 anos-luz de distância.

Como essas estrelas brilham e escurecem a taxas previsíveis, e os períodos dessas variações nos dão sua luminosidade e, portanto, distância, os astrônomos as usam como pontos cósmicos.

O professor Riess e seus colegas usaram uma técnica de observação eficiente chamada Drift And Shift (DASH) usando o Hubble como uma câmera de “apontar e disparar” para capturar imagens rápidas das estrelas brilhantes.

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Os resultados foram combinados com observações feitas pelo Projeto Araucária, uma colaboração entre astrônomos da Europa, Chile e Estados Unidos para medir a distância até a Grande Nuvem de Magalhães, observando o escurecimento da luz quando uma estrela passa na frente de seu parceiro em um sistema de estrela binária.

“Anteriormente, os teóricos me diziam: ‘Não pode ser. Vai quebrar tudo. Agora eles estão dizendo: ‘nós realmente poderíamos fazer isso’”, disse o professor Riess.

Diversos cenários foram propostos para explicar a discrepância, mas ainda há uma resposta conclusiva. Uma forma invisível de matéria chamada matéria escura pode interagir mais fortemente com a matéria normal do que os astrônomos anteriormente pensavam. Ou talvez a energia escura, uma forma desconhecida de energia que permeia o espaço, seja responsável por acelerar a expansão do Universo.

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Embora os astrônomos não tenham uma resposta para essa disparidade desconcertante, eles pretendem continuar usando o Hubble para reduzir a incerteza em sua medida da constante de Hubble, que eles esperam diminuir para 1%. [Sci-News]

Da Redação
Publicado por

A SoCientífica, abreviação para Sociedade Científica, nasceu em agosto de 2014 da vontade de decifrar as novidades no mundo científico e transmiti-las para uma sociedade que depende da ciência e tecnologia mas que sabe muito pouco sobre elas. Em um momento em que a desconfiança está se sobressaindo e novas ondas negacionistas de evidências surgem, a SoCientífica está empenhada em ajudar a trazer iluminação para a sociedade novamente.

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