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Veja algumas fotos do eclipse solar total da última segunda-feira

(Natacha Pisarenko / AP).

Ocorreu um eclipse solar total na última segunda-feira (14). No entanto, os melhores pontos para observá-lo localizavam-se em posições do sul da América do Sul – uma estreita faixa de continente, portanto. Se você não mora nessas regiões do Chile ou da Argentina, observou um eclipse solar parcial, ou nem mesmo observou nada. 

Os céus de dezembro se agitam – talvez para comemorar o fim do péssimo ano de 2020. O início de 2021 ainda se parecerá com 2020, claro. Mas em um cenário otimista, o segundo semestre deve melhorar. Bom, sobre os eventos astronômicos, na noite do dia 13 ocorreu o pico de chuva de meteoros geminídeos, conforme relatamos. No dia 14, ocorreu um eclipse solar total. Mas ainda não acabaram as surpresas.

Dia 21 de dezembro teremos a Grande Conjunção, conforme também já contamos aqui. Grandes conjunções ocorrem com a aproximação entre Júpiter e Saturno. Mas essa é especial, pois uma aproximação dessas não ocorre desde a Idade Média, no ano de 1226. Os dois planetas se aproximarão tanto que parecerão uma estrela só. Alguns chamam o fenômeno de Estrela de Belém.

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Fotografias do eclipse solar total

Somente algumas poucas cidades, como Saavedra e Pucón, no Chile, além de Valcheta e Salina del Eje, na Argentina viram o eclipse total. Portanto, não se sinta mal por perder o fenômeno. A linha onde se viu o eclipse solar total iniciou-se no meio do Oceano Pacífico e terminou no Oceano Atlântico, atravessando apenas  estreita faixa de Terra no sul do continente latino-americano. 

Mas astrônomos amadores fotografaram o fenômeno, e aqui estão algumas dessas fotos. 

(Marcelo F. / Reprodução).

Esta linha temporal traçada pelo astrofotógrafo Sergio Henrique Silva Junior tornou a experiência de observar um eclipse através de imagens um pouco mais interessante do que o comum.

Esta captura do Rio de Janeiro traçou uma linha temporal do eclipse. (Sergio Henrique Silva Junior / Reprodução).

Algumas pessoas não tiveram um dia muito feliz :(. O céu nublado é o pior inimigo de qualquer apreciador de fenômenos astronômicos. A triste captura ocorreu no Lago Villarrica em Pucon, no Chile, pelo fotógrafo Martin Bernetti.

(Martin Bernetti, AFP).

Mas alguns apreciadores captaram o eclipse de uma forma especial. Todos focam em observar a sombra do eclipse, quando geralmente a cromosfera também apresenta lindas cores para câmeras, além de valiosos dados científicos. O tweet abaixo contém um click verdadeiramente interessante do eclipse.

“Acabo de receber imagens de cromosfera e destaque de Marco Espinosa que se esquivou das nuvens na Argentina – muchas gracias!”, diz o tweet.

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Eclipses e ciência

Falei ali dos valiosos dados científicos, correto? Então acho que vale a pena destacar brevemente um pouco do que significam os eclipses para a ciência. Bom, um eclipse solar é apenas um fenômeno onde a Lua entra entre a Terra e o Sol, deixando uma região do globo momentaneamente no escuro, não? Então que importância científica tem isso?

De certa forma sim, é apenas uma coincidência orbital. Mas já falamos aqui, por exemplo, como um eclipse observado do Brasil em 1919 demonstrou que Einstein estava correto. Em Sobral, no Ceará, naquele ano, uma comissão de astrônomos Europeus veio até aqui (e em outros locais do globo) para fotografar um eclipse solar total. 

Basicamente, se Einstein estivesse correto, o Sol distorceria a luz de uma estrela próxima. Durante o eclipse, como o céu escureceria momentaneamente, eles conseguiriam enxergar a estrela. Então, a fotografaram e compararam a posição aparente (da foto) com a posição real, que eles calcularam. Dessa forma, confirmaram a veracidade da Teoria da Relatividade Geral. 

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Em 1947 o Brasil presenciou outro ponto importante. Naquela época não haviam satélites. O primeiro satélite, o Sputinik, da Rússia, só subiria aos céus uma década mais tarde. Portanto, os russos e americanos observaram, de Minas Gerais, um eclipse que permitiu melhorar os cálculos de distâncias intercontinentais para melhorar a precisão de mísseis, já que eles entraram em uma corrida armamentista. 

Hoje, os cientistas já possuem meios mais rebuscados de coletar dados científicos. Mas astrônomos amadores ainda se divertem com eclipses e seus dados científicos.

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.

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