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Um terço dos exoplanetas conhecidos podem ser enormes mundos oceânicos

As densidades de muitos exoplanetas, apenas algumas vezes maiores que a Terra, indica que eles podem abrigar vastos oceanos de água líquida.

A água é um ingrediente essencial para a vida. E novas pesquisas sugerem que podemos encontrá-la por toda a galáxia.

Os cientistas observaram a massa das super-Terras, uma espécie de planeta comum em todo o cosmos, mas não presente em nosso próprio sistema solar. Esses mundos rochosos são várias vezes maiores que a Terra, mas a análise da equipe de super-Terras conhecidas revelou algo surpreendente: muitos deles podem ser mundos oceánicos, ou parcialmente cobertos por água.

Segundo a pesquisa, em comparação, a água é apenas uma pequena fração da massa da Terra. Mas isso não significa que essas super-Terras sejam lugares amigáveis ​​para se viver. A equipe liderada por Harvard determinou que os planetas com 1,5 vezes o raio da Terra ou abaixo seriam terrestres ou rochosos.

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Super-Terras acima de 2,5 massa terrestre podem ser mais como pequenas versões de Netuno ou Urano. Existem duas luas dominados pela água em nosso sistema solar e estão longe de serem amigáveis ​​à vida. Essas imensas super-Terras seriam maioritariamente encobertas por uma atmosfera de vapor de água. Mais abaixo, pode haver oceanos a pressões e temperaturas extremas – entre 390 e 930 graus Fahrenheit (200 a 500 Celsius).

Mas isso não necessariamente impede a vida.

“A vida pode se desenvolver em certas camadas próximas da superfície desses mundos aquáticos, quando a pressão, temperatura e condições químicas são adequadas”, diz o principal autor do estudo, Li Zeng, da Universidade de Harvard. Zeng também acredita que esses planetas podem se formar mais como um gigante de gás, com um núcleo profundo sob uma atmosfera densa.

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“É preciso perceber que, embora a água pareça ser preciosa e rara na Terra e em outros planetas terrestres do sistema solar interno, ela é de fato uma das substâncias mais abundantes no universo, já que o oxigênio é o terceiro elemento mais abundante depois do hidrogênio e hélio “, disse Zeng.

E com base na modelagem da equipe, até 35% dos planetas conhecidos podem ser mundos aquáticos. Isso pode significar que os próximos anos levarão à descoberta de muitos exo-oceanos – e uma série de novas perguntas.

Os cientistas apresentaram suas pesquisas na Conferência Goldschmidt, a mais importante conferência mundial sobre geoquímica. [Astronomy]

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Redação
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A SoCientífica, abreviação para Sociedade Científica, nasceu em agosto de 2014 da vontade de decifrar as novidades no mundo científico e transmiti-las para uma sociedade que depende da ciência e tecnologia mas que sabe muito pouco sobre elas. Em um momento em que a desconfiança está se sobressaindo e novas ondas negacionistas de evidências surgem, a SoCientífica está empenhada em ajudar a trazer iluminação para a sociedade novamente.

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