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Um fóssil de sapo de 40 milhões de anos foi encontrado na Antártica

A reconstrução do sapo-capacete do Eoceno na Península Antártica há 40 milhões de anos. (Crédito: Simon Pierre Barrette, José Grau de Puerto Montt e Mats Wedin / Museu Sueco de História Natural)
A reconstrução do sapo-capacete do Eoceno na Península Antártica há 40 milhões de anos. (Crédito: Simon Pierre Barrette, José Grau de Puerto Montt e Mats Wedin / Museu Sueco de História Natural)

Que atualmente a Antártida é um continente gelado todo mundo sabe, mas a descoberta do fóssil de um sapo de 40 milhões de anos oferece uma visão diferenciada sobre o passado daquelas terras. Aliás, a descoberta feita na ponta da Península Antártica envolveu fragmentos do crânio e do quadril do animal.

Anteriormente os pesquisadores já haviam descoberto provas que anfíbios gigantes viviam no continente, por volta de 200 milhões de anos atrás, durante o período triássico. Mas, por enquanto ainda não encontraram nada que se assemelhe aos sapos atuais. Ainda assim, a forma de ossos é semelhante e uma espécie da família Calyptocephalella, que vive na América do Sul.

Sapo de 40 milhões de anos e o clima na Antártida

Os pesquisadores conseguiram identificar que os parentes atuais do sapo fossilizado de 40 milhões de anos vivem nos Andes chilenos centrais, eles são conhecidos como rã chilena ou sapos de capacete. Assim, acreditam que as condições climáticas da Antártida naquela época da história eram semelhantes.

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Um sapo de capacete (Calyptocephalella gayi) é uma espécie de anfíbio anuro da família Calyptocephalellida. (Imagem: José Grau de Puerto Montt / Domínio Público)
Um sapo de capacete (Calyptocephalella gayi) é uma espécie de anfíbio anuro da família Calyptocephalellida. (Imagem: José Grau de Puerto Montt / Domínio Público)

Isso pode nos apresentar uma pista sobre o tempo que levou para o continente passar do frio suportável para o frio intenso. Com isso, as evidências mostram que a Antártida começou a esfriar assim que se separou da América do Sul e da Austrália, onde formavam o supercontinente Gondwana. Mas, as primeiras camadas de gelo podem ter começado a surgir antes.

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“A questão agora é: quão frio estava e o que estava vivendo no continente quando essas camadas de gelo começaram a se formar?” diz o coautor do estudo Thomas Mörs, paleontologista do Museu Sueco de História Natural de Estocolmo. “Pelo menos ao redor da Península, ainda era um habitat adequado para animais de sangue frio, como répteis e anfíbios”.

A descoberta do fóssil de sapo de 40 milhões de anos foi importante, mas os pesquisadores precisam de mais fragmentos para traçarem uma trajetória envolvendo a espécie e o continente.

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Crânio fossilizado de um sapo encontrado na Antártica. (Imagem: Thomas Mörs)
Crânio fossilizado de um sapo encontrado na Antártica. (Imagem: Thomas Mörs)

Um pouco mais sobre o fóssil

O sapo foi encontrado pela equipe de Dr. Mörs distante 1.126 quilômetros da famosa Terra do Fogo, na América do Sul. As expedições foram realizadas ao longo de 2011, 2012 e 2013.

O osso do quadril, conhecido como ílio é semelhante ao encontrado no sapos com capacete, que vivem nas florestas do Chile.

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Em 2007 pesquisadores localizaram na mesma região o fóssil de um marsupial que possui parentes vivendo hoje em dia nas florestas do Chile e da Argentina. Dessa forma, é possível comparar o sapo com o outro fóssil, indicando que o clima na Península Antártica era bem parecido com o das florestas sul-americanas.

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O biólogo de anfíbios do Museu de História Natural da Flórida, David Blackburn, acredita que os sapos de capacete são mais parecidos com os australianos do que com outras espécies que vivem na América do Sul.

As informações foram publicadas no Scientific Reports, confira.

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Erik Behenck
Publicado por

Erik Behenck é jornalista, adora novas descobertas e apaixonado pela escrita.

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