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Cosmos

Satélite chinês ‘encontra’ os locais de pouso dos EUA na Lua

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O satélite Chang’e 2 pesquisou os locais de pouso das naves tripuladas do programa Apollo na Lua. As fotos foram publicadas no portal de dados científicos do programa chinês para o estudo da Lua em 2018, mas foram divulgadas apenas em maio de 2020 no livro do divulgador científico russo Vitaliy Egorov, Pessoas na Lua (Люди на Луне), sem tradução para o português.

O Programa de Exploração Lunar da China (CLEP) envolve um estudo das fases do satélite natural da Terra. A primeira etapa – da órbita lunar – foi realizada pelas estações automáticas Chang’e-1 e Chang’e-2 em 2007-2011. Os resultados desses estudos foram gradualmente publicados no site oficial da CLEP. As imagens mais detalhadas de toda a superfície lunar, feitas por Chang’e 2, foram publicadas em um arquivo científico online aberto em 2018.

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A resolução da imagem atinge 7 metros, ou seja, eles podem considerar detalhes da superfície desse tamanho ou um pouco menores. Por exemplo, o estágio inferior do módulo lunar Apollo tem cerca de 9 metros de diâmetro. O terreno mais pisoteado pelos astronautas também tinha tamanhos grandes e deveria ser distinguível nas imagens de Chang’e 2.

As fotos estavam ‘escondidas’

Os divulgadores de astronomia e cosmonáutica Vitaliy Egorov e Igor Tirsky conseguiram encontrar todos os dados da Chang’e 2 no arquivo científico chinês e foram capazes de ver todos os módulos lunares americanos do programa Apollo. Os resultados da pesquisa foram publicados no livro de Egorov, em maio de 2020.

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“Acho que fui o primeiro a ver essas fotos fora da Academia Chinesa de Ciências. Antes, os cientistas chineses relataram apenas a existência de tais imagens, mas nunca as publicaram oficialmente. Eu as chamo de “seis pontos que mudaram o mundo”, comentou Vitaliy Egorov. 

“Também tentei encontrar os traços das naves soviéticas. Infelizmente, nossos Lunokhods são pequenos demais para serem distinguíveis nessas imagens, mas o local de pouso da Luna 17 é visto como um ponto brilhante.”

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Das seis fotos chineses dos locais de pouso da Apollo, os vestígios mais visíveis foram os da Apollo 16, perto da Cratera de Descartes. Devido à superfície, é possível distinguir não apenas o módulo lunar, mas também o local do último estacionamento do veículo espacial lunar LRV (Lunar Roving Vehicle).

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