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Plataforma imensa de rocha vulcânica flutuou pelo oceano até a Austrália

Enorme "jangada" vulcânica
Foto: NASA

Uma frota gigantesca de rochas vulcânicas, também chamada de “jangada vulcânica” enorme, foi expelida de um vulcão subaquático no Oceano Pacífico. Ela flutuou sobre as ondas por milhares de quilômetros.

Continuamente, essa “jangada” vulcânica fez todo o caminho até a Austrália.

Jangada de pedra-pomes

Bryan examinando a pedra-pome.

Antes de mais nada, não é a primeira vez que isso acontece.

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Uma erupção em 2001 do mesmo submarino, um vulcão sem nome apelidado de Vulcão F, localizado perto das ilhas Vava’u em Tonga, também produziu uma flotinha semelhante de rochas vulcânicas.

Ao mesmo tempo, ela também viajou nas correntes para a Austrália no espaço de um ano.

Então, quando esse fenômeno ocorre, ele cria uma jangada de pedra-pomes. Essa plataforma flutuante é composta por incontáveis pedaços de rocha vulcânica flutuante e altamente porosa.

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Logo, cada pedaço de pedra-pomes é uma casa e um veículo para um organismo e é considerado formidável pela diversidade de espécies que é transportada por milhares de quilômetros, disse o geólogo Scott Bryan, da Queensland University of Technology, na Austrália.

E em apenas questão de meses, o que é realmente fenomenal.

Bryan vem estudando essas migrações de pedra-pomes e as jangadas de rochas vulcânicas há 20 anos. Ele investigou a erupção de 2001 e sua sucessora em 2019, e também outras erupções subaquáticas.

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A erupção, no ano passado, do Vulcão F produziu as imagens impressionantes do vídeo abaixo.

O vídeo mostra como é navegar nessas jangadas de rochas vulcânicas gigantescas, que se assemelham a manchas de óleo, mas são apenas essas rochas ondulantes que parecem não ter fim.

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Estudos sobre as rochas vulcânicas e pedra-pomes

Seu estudo mais recente examinou a erupção do Monte Submarino do Havre em 2012, também no Pacífico Sul – considerada a maior erupção de um vulcão subaquático já registrada e amplamente equivalente à erupção vulcânica mais poderosa em terra no século 20.

Esse evento produziu uma gigantesca jangada de pedra-pomes que se espalhou por uma área duas vezes maior que a da Nova Zelândia. Consequentemente, também deixou o fundo do mar cheio de pedaços gigantes de pedra-pomes, do tamanho de vans.

O porquê algumas flutuam e outras afundam também está sendo estudado mais profundamente.

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O geólogo Scott Bryan com uma pedra-pomes.

Segundo Bryan, isso ajudaria a entender os mecanismos e a dinâmica dessas erupções explosivas e entender melhor por que essas erupções produzem jangadas de pedra-pomes potencialmente perigosas.

Jangadas de pedra-pomes são perigosas?

Essas surreais formações flutuantes não são inerentemente perigosas por si mesmas, mas podem danificar barcos e sufocar o litoral em algumas circunstâncias, como atesta esse outro vídeo abaixo.

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Porém, os pesquisadores estão esperançosos de que as pedra-pomes vindas do Vulcão F farão algum bem para a Grande Barreira de Corais ao largo da costa da Austrália.

Os organismos carregados nas flotilhas de rochas vulcânicas pode ajudar a reabastecer os ecossistemas do recife, embora cientistas enfatizem que as jangadas de pedra-pomes sozinhas não ajudarão a mitigar diretamente os efeitos da mudança climática na Grande Barreira de Corais.

Como Bryan explica, é como uma injeção de vitamina para a Grande Barreira de Corais.

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Ou seja, um impulso de novos recrutas, novos corais e outros organismos construtores de recifes, que acontece a cada cinco anos ou mais.

Amanda dos Santos
Publicado por

Trabalha como redatora e produtora de conteúdo. Graduada em Comunicação Social e atua como colaboradora na SoCientífica.

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