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Ciência

Missão espacial registra imagens incríveis de aurora em Marte

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Imagens da missão Emirates Mars Mission (EMM) acabam de mostrar os registros mais claros de uma aurora em Marte. A missão conta com a espaçonave Hope, que capturou as imagens impressionantes, divulgadas também na revista Nature.

A nave, inclusive, tem mais de 1,3 toneladas, custando US$200 milhões e faz parte do projeto de exploração de Marte dos Emirados Árabes Unidos.

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De acordo com especialistas, as imagens reforçam ainda mais a teoria de que Marte teve um campo magnético semelhante ao da Terra. Contudo, como seu núcleo se solidificou ao longo de milhões de anos, Marte foi perdendo o campo. Assim, as imagens mostram os resquícios da atividade eletromagnética na atmosfera do planeta vermelho.

Esse campo magnético aliás, causa as auroras. Na Terra, as chamamos de auroras boreais (ou polares) devido à região do planeta onde elas se formam: nos polos.

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Em 2004, todavia, a sonda MAVEN já havia registrado evidências da aurora acontecendo em marte. Contudo, a EMM foi a primeira missão a registrar imagens tão nítidas do evento.

Formação da aurora boreal na Terra

O campo magnético da Terra, como dito antes, se forma devido ao seu núcleo líquido externo de ferro e níquel. Este líquido super quente se movimenta em convecção devido ao calor e pressão no núcleo interno, gerando um movimento dos metais líquidos, ou geodinamismo.

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Esse movimento ocasiona um campo eletromagnético que transforma o planeta em um imã gigante. Acontece que as linhas de campo deste imã levam aos polos do planeta.

Quando as partículas emanadas pelos ventos solares entram em contato com o campo magnético terrestre, elas acabam indo parar nos polos, sobretudo norte. Se estas partículas energéticas então interagem com a atmosfera, há a formação de luz e o fenômeno da aurora polar terrestre.

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Marte, na verdade, possui ainda ferro fundido em seu núcleo. Entretanto, a quantidade é provavelmente muito menor do que foi há milhões de anos. Por esse motivo, o campo magnético do planeta hoje é equivalente a apenas 2% daquele da Terra.

Ainda assim, esse magnetismo pode gerar fenômenos impressionantes que estamos observando cada vez mais nitidamente.

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Os Emirados Árabes Unidos, aliás, pretendem estabelecer uma colônia em Marte até o ano de 2117. Já sabemos que o céu noturno lembrará um pouco aquele de casa.

Ainda não há artigos publicados para as observações, mas um relatório está disponível no periódico Nature.

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