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Físico finlandês quer enviar humanos para o planeta anão Ceres

Uma civilização inteira poderia viver na órbita de Ceres

NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA

O físico finlandês Pekka Janhunen quer construir uma colônia não em Marte ou na Lua, mas no planeta anão Ceres. Em artigo, ele declara que esse possível povoado viverá dos próprios recursos de Ceres.

Apesar de muitas empresas e países terem, como objetivo de exploração espacial com humanos, a visitação ao planeta Marte como prioridade, o físico trouxa uma opção inesperada. Em um artigo de pré-impressão publicado no repositório Arxiv ele detalha sua ideia, baseada em descobertas recentes.

Ele acredita que a humanidade pode construir uma enorme colônia no planeta anão Ceres – o maior objeto celeste no cinturão de asteroides entre as órbitas de Marte e Júpiter.

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Os habitantes desta colônia viveriam em várias estações espaciais cilíndricas na órbita de Ceres. Cada um desses cilindros teria capacidade para acomodar até 50 mil habitantes, além de simular a gravidade da Terra devido à força centrífuga durante a rotação.

A ideia de cilindros rotativos para a vida no espaço não é nova – foi proposta pelo físico Gerard O’Neill no livro “High Frontier” nos anos 1970.

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“Os cilindros fornecem 1 g de gravidade, o que é essencial para a saúde humana, em particular para crianças para o crescimento e desenvolvimento adequado de músculos e ossos. Ceres tem nitrogênio para preencher a atmosfera artificial e é grande o suficiente para fornecer recursos quase ilimitados. E, ao mesmo tempo, é pequeno o suficiente para baratear o levantamento de materiais de sua superfície ”, explicou o físico teórico à Universe Today.

Exterior dos cilindros de O’Neill. Pintura de Rick Guidice. (NASA)

O projeto para o planeta anão Ceres

“Tenho certeza de que no assentamento marciano as crianças não serão capazes de se tornar adultos saudáveis ​​(em termos de músculos e ossos) por causa da gravidade muito baixa”, disse Janhunen. “Então comecei a procurar uma alternativa(…)”

De acordo com o projeto, cada cilindro teria comprimento de 10 quilômetros, raio de 1 quilômetro e faria uma revolução em 66 segundos para simular a gravidade. Todos os cilindros seriam capazes de girar dentro de um disco comum e ser mantidos nele por poderosos ímãs.

Com o crescimento dessa colônia, o número de cilindros poderia ser aumentado constantemente.

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Uma parte de cada cilindro será dedicada ao cultivo e ao plantio de árvores que crescerão no solo de 1,5 metros de profundidade. As plantas fornecem alimento, oxigênio e absorvem o excesso de dióxido de carbono.

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De acordo com os cálculos do cientista, a densidade populacional dentro de cada cilindro seria de até 500 pessoas por quilômetro quadrado.

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A pequena massa de Ceres (3% da terra) e a baixa velocidade de sua própria rotação permitirão a entrega de bens e recursos do planeta por meio de um elevador espacial.

Interior de um cilindro de O’Neill. Pintura de Don Davis. (NASA)

“Ceres é rica em água, então é possível produzir hidrogênio e oxigênio para o combustível dos foguetes. Mas preferimos um elevador espacial que requeira menos energia para levantar cargas ”, disse Janhunen. Apesar do fato de que o projeto proposto tem muitas vantagens tentadoras sobre os projetos de terraformação da Lua e Marte, muitas questões permanecem nele.

“Eu diria que existem três grandes incertezas”, disse Manasvi Lingam, professor de astrobiologia do Instituto de Tecnologia da Flórida que não esteve envolvido no estudo.

O primeiro são os elementos químicos não mencionados no estudo. Entre eles está o fósforo, que é necessário para o corpo humano construir moléculas de DNA e RNA – nem uma palavra sobre isso no projeto.

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A segunda são tecnologias que não existem e que são necessárias para a extração de metais e outros minerais no planeta anão Ceres. Para isso, devem ser utilizados veículos autônomos e satélites para indicar as áreas mais ricas em minerais. A ideia é viável, mas dada a falha recente da sonda InSight em perfurar 5 metros em Marte, estamos longe disso, disse o crítico.

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Élisson Amboni
Publicado por

Fundador da Sociedade Científica, escreve e traduz para o site sobre vários temas que lhe dão ímpeto. Você pode encontrá-lo no Twitter clicando aqui.

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