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Derretimento do permafrost pode liberar muito mais carbono do que se pensava

Agora um novo estudo revelou que o derretimento do permafrost poderia liberar muito mais carbono do que se pensava anteriormente.

Derretimento do Permafrost
(Getty)

Rochas, sedimentos e detritos congelados por anos constituem o solo permafrost. Existe uma grande quantidade de carbono preso no permafrost ártico. Agora cientistas revelaram em um novo estudo que o derretimento do permafrost poderia liberar muito mais carbono do que se pensava anteriormente.

Um novo estudo revelou que que o derretimento do Ártico pode realmente liberar muito mais carbono do que até mesmo nossos modelos de pior caso previram.

Isso acontece porque micróbios famintos, escondidos no solo ártico, parecem estar cortando suas minúsculas algemas moleculares de ferro que, de outra forma, estariam prendendo o carbono no solo – o que significa que subestimamos o risco de ele ser lançado na atmosfera.

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Derretimento do permafrost Ártico
Permafrost Ártico. (Florence D. / Pixabay)

Estas bactérias redutoras de ferro estão sendo ativadas pelo aumento da temperatura e podem estar tornando todo o reservatório de carbono muito mais instável. Elas convertem plantas mortas e outros materiais orgânicos em gases de efeito estufa, como metano, óxido nitroso e dióxido de carbono.

A descoberta foi confirmada em um único pântano no norte da Suécia, embora seus resultados reflitam condições que são consideravelmente difundidas. Com os resultados tão novos para a ciência, eles prometem mudar a forma como vemos nossos modelos climáticos atuais.

Segundo a equipe de pesquisa, o derretimento do permafrost pode liberar uma quantidade equivalente a cinco por cento de todo o carbono já existente em nossa atmosfera.

“Isto significa que temos uma nova e grande fonte de emissões de CO2 que precisa ser incluída nos modelos climáticos e mais bem examinada”, diz Carsten W. Müller em um comunicado, ele estuda matéria orgânica do solo na Universidade de Copenhagen.

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Saber o que está acontecendo sob os pés do Ártico é crucial quando o permafrost armazena tanto carbono quanto todas as plantas do mundo e todo o carbono da atmosfera combinados.


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Redação
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