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Ratos sentem empatia pela dor ou alívio de outros ratos, mostra estudo

Novos estudos mostram que não só a dor pode ser transmitida entre ratos, mas também o alívio. (sipa/Pixabay)

É possível observar a empatia em inúmeros mamíferos. Esse mecanismo é parte da sociabilidade dos animais e permite que eles, inclusive nós humanos, formem ligações sociais mais profundas. A questão é o momento em que a empatia aparece.

Desde 2016, pesquisadores já haviam observado a empatia sob condições de dor em ratos. Ou seja, quando um rato estava sob uma situação dolorosa, outros ratos próximos também se sentiam mal, e até mais debilitados que o animal que sente a dor de fato. Acontece que acaba-se de descobrir que esses animais também sentem empatia em situações de alívio. Isso amplia ainda mais o conhecimento sobre esse sentimento tão profundo para os mamíferos.

Karsten Paulick/Pixabay

Para testar isso, os autores do artigo, publicado no periódico Science, submeteram um rato a uma situação de dor, por meio de uma inflamação. Outros ratos que estavam no meio ambiente compartilharam a sensação dolorosa do primeiro animal, às vezes até ficando pior. Todavia, a informação nova é que ratos sob uma situação de relaxamento também contagiaram seus colegas com essa sensação. Alguns dos roedores receberam pequenas doses de morfina e, no mesmo sentido, os animais ao redor sentiram o alívio também.

Bioquímica da empatia

Vale ressaltar que foi possível observar que cada um dos momentos de empatia teve origem em regiões distintas do cérebro dos ratinhos. Na situação de alívio, portanto, os animais tiveram uma ativação de uma certa cascata bioquímica no córtex cingulado. Em momentos mais estressantes, essa mesma porção do cérebro entrou em ação, mas com alvos celulares diferentes.

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Hebi B./Pixabay

Nos humanos e outros mamíferos, aliás, essa mesma parte do cérebro também está relacionada com a empatia. Nesse sentido, os autores afirmam que a descoberta pode ser um passo em direção ao tratamento de diversos distúrbios neuro-psicológicos. Além do mais, isso pode ajudar na compreensão das origens da empatia.

O artigo científico foi publicado no periódico Science.

Mateus Marchetto
Publicado por

Aluno de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná, professor de inglês, apaixonado por ciência e divulgação científica. Me interesso principalmente pelas áreas de microbiologia, bioquímica e bioinformática.

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