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Ocorreu domingo a maior erupção solar dos últimos três anos

(NASA).

Não se preocupe, esta em questão não te causará dano algum, embora erupções solares muito forte sejam perigosas. Além disso, não trata-se da maior erupção solar registrada, mas a maior dos últimos três anos. Os astrônomos a classificaram como M4.4; isso significa, então, que ela possui média intensidade. 

Entender a escala de medidas de erupções solares de forma básica é bastante simples. Existem três letras utilizadas: C, M e X. O C representa as erupções fracas, o M, as erupções médias e o X as erupções fortes. Após cada letra, ainda adiciona-se números que variam entre 1 e 9. Portanto, uma M4.4 localiza-se aproximadamente no meio da escala de erupções médias.

O gif abaixo apresenta as erupções: 

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Por tratar-se de uma erupção de intensidade média, não causou grandes transtornos, mas alguns as notaram. Além disso, a explosão não ocorreu direcionada para a Terra. Portanto, recebemos muitas dessas partículas carregadas do Sol.

Essas explosões liberam uma grande quantidade de ondas eletromagnéticas em diversas frequências. Os raios-X e a radiação ultravioleta, principalmente, ionizam o topo da atmosfera da Terra (arrancam elétrons dos átomos) e causam algumas interferências nas ondas de rádio. Portanto, interrompe ou atrapalha momentaneamente a comunicação de navios aviões e radioamadores nas frequências abaixo de 20 MHz. 

Em dezembro de 2019 iniciou-se um novo ciclo solar. O mínimo solar ocorreu ou ocorre agora em 2020. Cada um desses ciclos dura 11 anos, e em sua metade o Sol atinge o ápice de sua atividade. Portanto, até 2025 veremos um aumento na atividade solar, e possivelmente erupções mais fortes do que a que ocorreu no domingo.

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Erupções solares

A frequência entre as erupções solares e ejeções de massa coronal associam-se diretamente ao momento do ciclo solar. Quando o Sol está mais ativo, então, surgem muitas manchas em suas superfícies. Essas manchas são perturbações magnéticas que liberam as partículas carregadas para o espaço em alta velocidade.

Os ciclos solares 23 e 24. (Créditos da imagem: Hathaway/NASA/MSFC).

As erupções solares ocorrem na superfície do Sol, liberando o material da superfície. As ejeções de massa coronal, por sua vez, são semelhantes, mas ocorrem na coroa solar – o plasma que o rodeia. A coroa é muito mais quente do que a superfície, chegando à casa dos milhões de graus Celsius, enquanto a superfície o Sol chega a apenas 5778 K (aproximadamente 6000° C).

Muitas vezes, erupções solares e ejeções de massa coronal associam-se, mas nem sempre. 

O perigo de uma erupção solar

Mas seja lá qual for a explosão da vez, o risco é o mesmo. Brincamos de roleta russa com o Sol. Vamos exemplificar.

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Em 1859, uma fortíssima explosão solar atingiu a Terra. Foi tão forte que algumas pessoas viram auroras boreais e austrais próximo à linha do equador terrestre (já explicamos como as auroras se formam). Essas partículas carregadas destruíram redes telegráficas e elétricas. Por sorte o mundo não dependia tanto da tecnologia.

Equipamentos eletrônicos são extremamente sensíveis a essas explosões. Portanto, uma erupção solar tão forte hoje quando em 1859 causaria o apocalipse na Terra. E que controle temos disso? Bom, zero. Uma explosão solar muito forte nos levaria de volta aos períodos anteriores à Idade Contemporânea, que iniciou-se com a Revolução Francesa.

E bom, isso na verdade quase ocorreu. Eram 18h51, horário de Brasília do dia  2 de abril de 2001. A maior explosão solar da história observacional é registrada. Foi mais forte, inclusive, do que a erupção de 1859. Mas felizmente a Terra saiu à salvo. A Terra já passara pela região onde o plasma passava. O plasma viajou pelo espaço a incríveis 7,2 milhões de quilômetros por hora.

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Bom, uma explosão média não causa grandes transtornos na Terra. Mas uma explosão forte colocaria os astronautas em risco de vida, poderia queimar satélites e até mesmo queimar aparelhos eletrônicos em Terra. O campo magnético nos proteja destes “ataques”, mas um muito forte vence a barreira, como já vimos em 1859.

Com informações de Space.com, Forbes e NASA

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.

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