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Há um nono planeta no sistema solar?

Recentemente algumas anomalias gravitacionais em objetos do cinturão de Küiper apontam para a existência de um novo planeta nove.

Planeta nove
Conceito artístico do Planeta Nove (Créditos da imagem: Caltech / R. Ferido).

Há alguns anos, possuíamos nove planetas no sistema solar, até que Plutão deixou de ser planeta. Recentemente, entretanto, anomalias gravitacionais apontam para a existência de um novo planeta nove.

Se existe, é um planeta rochoso muito além da órbita de Plutão. Não conseguimos provar sua existência ou inexistência até agora porque a escuridão do espaço longe do Sol impedem a observação.

Essa região é o cinturão de Kuiper; ele se estende desde aproximadamente a órbita de Netuno e vai até cerca de dez vezes a distância a Terra ao Sol (Unidades Astronômicas) além de Plutão.

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O cinturão, criado pelos restos da formação do sistema solar, é composto por rochas, gases e poeira estelar. Ele é o abrigo de muitos objetos desconhecidos, tais como cometas e asteroides – e possivelmente um planeta. 

De onde os astrônomos tiraram que lá há um planeta nove?

Sedna é um objeto descoberto em 2003 que se enquadra na classificação de planeta-anão, como Plutão. Entretanto, ainda não recebeu sua classificação oficial, que precisa ser aprovada pela União Astronômica Internacional.

Notamos que sua gravidade é bastante peculiar: ao longo de sua órbita, há um ciclo de 11 mil anos em que ele vai de 76 unidades astronômicas (UA) do Sol e depois se distancia a 900 UA do Sol, e depois repete o ciclo.

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Uma unidade astronômica (UA), é a distância média entre o Sol e a Terra, que equivale a aproximadamente 150 milhões de quilômetros, ou oficialmente, 149.597.870.700 metros.

Essa anomalia intriga os astrônomos. Como pode um objeto variar sua distância do Sol em quase 12 vezes em um intervalo de tempo tão curto (astronomicamente falando)?

Como se já não bastasse Sedna, os pesquisadores constataram recentemente outras dezenas de objetos com anomalias parecidas, e aparentemente sem explicações.

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Planeta nove
As órbitas anormalmente espaçadas de seis dos objetos mais distantes da Cinta de Kuiper indicam a existência de um nono planeta cuja gravidade afeta esses movimentos. (Imagem: nagualdesign / Domínio Público)

A explicação

A explicação mais plausível, e uma das mais aceitas hoje no meio científico, é que há de fato um planeta desconhecido ali naquela região. Por falta de um nome melhor, batizamos-o de Planeta Nove.

E não é um palpite aleatório. Há antecedentes. Sabe como descobrirmos que Netuno existia? Através de anomalias que ele causa na órbita de Urano, este já conhecido na época.

Há outros astrônomos, entretanto, que neguem que essas anomalias nas órbitas desses objetos sejam evidência de mais um planeta, mas que trata-se apenas de algum fator qualquer desconhecido, até mesmo erro de observação.

Em março de 2020, alguns pesquisadores da universidade da Pensilvânia publicaram um artigo onde analisam dados do projeto Dark Energy Survey’s para realizar uma varredura do céu; não encontraram nada.

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No entanto, ainda não se perderam as esperanças. Muitos alegam que o trabalho simplesmente não possuía dados o suficiente para realizar essa busca. O Planeta Nove continua como uma incógnita.

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.


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