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Plantas & Animais

Estudo mostra locais de maior chance de novas de espécies

Confira o mapa da maior chance de descoberta de novas espécies ao redor do mundo. (Imagem de Anrita1705 por Pixabay)

Estimativas recentes indicam que o planeta Terra deve abrigar em torno de 8,7 milhões de espécies animais. As plantas estão próximas das 300 mil espécies, enquanto estimativas apontam o número incrível de até 1 trilhão de espécies de microrganismos – 99% ainda não catalogadas. Contudo, uma pesquisa da Universidade de Yale acaba de mapear os lugares no mundo mais prováveis para a descoberta de novas espécies de animais.

Pesquisas anteriores mostram que até 87% das espécies de animais do planeta permanecem desconhecidas. Dessa forma, os pesquisadores Mario Moura (brasileiro) e Walter Jetz identificaram as possíveis minas de ouro da biodiversidade mundial. Para variar, a Bacia Amazônica lidera de longe as estimativas para a descoberta de novas espécies.

(© Mario Moura et Walter Jetz, Nat Ecol Evol (2021))

Ademais, os pesquisadores ressaltam que a grande maioria dos financiamentos e visibilidade acabam direcionados para a pesquisa de aves e mamíferos. Contudo, eles demonstram no estudo que, na verdade, os répteis e anfíbios são os grupos com maior potencial para espécies desconhecidas.

O estudo, no entanto, avalia apenas animais vertebrados. Ou seja, artrópodes, que são o mais numeroso grupo de animais, podem também contabilizar uma parcela enorme de espécies escondidas nas florestas tropicais do mundo.

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Paradoxalmente, os lugares do mundo com a maior diversidade já conhecida são aqueles com maiores chances de descobertas de novos catálogos de espécies. Dentre eles estão o Brasil, Colômbia (ambos na região amazônica), Australia, Madagascar e Indonésia.

A importância de descobrir novas espécies

A natureza é a fonte de riquezas científicas e econômicas no mundo. Frequentemente, espécies de animas e plantas podem fornecer as bases para o tratamento de doenças. Outras podem nos ajudar a produzir alimentos e insumos de forma mais eficiente. Agora imagine que todos esses recursos e descobertas vindas da natureza aumentem, diga-se, 80%. Esse é o potencial econômico e científico da descoberta de novas espécies.

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Com a crise climática ao redor do mundo, novas fontes de alimento, mais sustentáveis que o gado e a soja serão essenciais nas próximas décadas. Além do mais, a indústria farmacêutica mantém uma demanda constante por novos possíveis tratamentos e doenças. Certas espécies de caramujo, por exemplo, já forneceram tratamentos para epilepsia e diabetes.

(Imagem de shell_ghostcage por Pixabay)

Outro ponto importante, o qual os autores também citam, é o combate a espécies invasoras. Depois da perda de hábitat, espécies invasoras são o maior motivo da diminuição da biodiversidade no mundo. Essa fauna escondida, por conseguinte, pode conter espécies que cacem outros animais invasores, como as pítons birmanesas, ou os peixes-leão. Outro motivo para descobrir essas novas espécies é a proteção, por si só, desses ecossistemas tão ricos e complexos.

O artigo está disponível no periódico Nature Ecology & Evolution.

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Mateus Marchetto
Publicado por

Aluno de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná, professor de inglês, apaixonado por ciência e divulgação científica. Me interesso principalmente pelas áreas de microbiologia, bioquímica e bioinformática.

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