Extinção

Uma extinção pode ser definida como o fim de uma espécie por meio de fatores ambientais ou mudanças evolutivas. Por outro lado, uma extinção em massa envolve a perda monumental de espécies vegetais e animais em pouco tempo. Esses eventos deixam a Terra pronta para mudanças evolutivas à medida que novas espécies se desenvolvem para tomar os lugares daquelas que foram extintas. Até então, a ciência conhece, pelo menos, cinco extinções em massa ocorridas ao longo da história.

Uma lista para monitorar espécies em extinção

Quando uma extinção em massa não ocorre como resultado de uma calamidade natural repentina que extermina quase todas as espécies da face da Terra, o processo ocorre em ritmo mais lento, sendo possível monitorar.

Entenda a classificação da Lista Vermelha da IUCN
Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas.

Para classificar o status de conservação de uma espécie, a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) é divida em nove categorias. As espécies cujo status de conservação é desconhecido são classificadas como Não Avaliadas ou Com Deficiência de Dados. Espécies cujo status de conservação foi estimado, mas há pouco motivo de preocupação, são classificadas como Pouco Preocupante na lista. Entretanto, as espécies com populações em declínio que enfrentam extinção futura são classificadas como Quase Ameaçadas, Vulneráveis, Ameaçadas ou Criticamente Ameaçadas, em ordem de magnitude. Se todos os esforços de conservação tiverem falhado, a espécie se torna oficialmente Extinta na natureza (assumindo que alguns indivíduos sobrevivam em cativeiro) e então Completamente Extinta quando está completamente perdida, sem mais nenhum indivíduo em conservação ex situ.

Eventos de extinção em massa

A extinção de indivíduos únicos ocorre constantemente no nosso planeta. No entanto, houve momentos ao longo da história da Terra em que ocorreram extermínios em massa espécies, resultando em quedas notáveis na biodiversidade: esses períodos são chamados de eventos de extinção em massa. A maioria das informações sobre esses eventos vêm de registros fósseis, e os cientistas identificaram cinco eventos de extinção em massa na Terra até hoje. A Extinção do Ordoviciano-Siluriano, a Extinção do Devoniano Superior, a Extinção do Permiano-Triássico, a Extinção do Triássico-Jurássico e a Extinção do Cretáceo-Paleogeno são exemplos disso.

Ordoviciano-Siluriano

Cerca de 439 milhões de anos atrás, 86% da vida na Terra foi exterminada. Os cientistas acreditam que dois grandes eventos resultaram nessa extinção: a glaciação e a queda do nível do mar. Algumas teorias sugerem que a Terra estava coberta por uma quantidade tão grande de plantas que removeram muito dióxido de carbono do ar, o que reduziu drasticamente a temperatura. A queda do nível do mar foi o possível resultado da formação da cordilheira dos Apalaches. A maior parte da vida animal vivia no oceano. Trilobitas, braquiópodes e graptólitos morreram em grande número.

Devoniano Superior

Cerca de 75% das espécies foram perdidas há cerca de 364 milhões de anos. Ainda não há certeza se a extinção do Devoniano Superior foi um único grande evento ou se espalhou por centenas de milhares de anos. Trilobitas, que sobreviveram à extinção Ordoviciano-Siluriano devido a seus exoesqueletos duros, foram quase exterminados durante essa extinção. Acredita-se que as plantas terrestres gigantes exerceram um papel nessa extinção, pois suas raízes profundas liberavam nutrientes nos oceanos. As águas, ricas desses nutrientes, resultaram em grandes quantidades de florações de algas que acabaram esgotando os mares de oxigênio e, como consequência, afetou diretamente a vida animal marinha. Acredita-se que as cinzas vulcânicas sejam responsáveis ​​por resfriar as temperaturas da Terra, que mataram as aranhas e criaturas do tipo escorpião que chegaram à terra nessa mesma época. Um primo anfíbio distante, o elpistostegalia, também se aventurou em terra, mas foi extinto. Os vertebrados só voltaram a aparecer na terra novamente 10 milhões de anos depois do evento. Se a extinção do Devoniano Superior não tivesse ocorrido, os humanos poderiam não existir hoje.

A Evolução da Terra-Paleózoico (Devoniano)

Permiano-Triássico

Ocorrida há 251 milhões de anos, essa é considerada a pior extinção de toda a história, na qual 96% das espécies foram perdidas. Espécies de corais antigas foram completamente perdidas. Ela foi causada por uma enorme erupção vulcânica que encheu o ar com dióxido de carbono e que alimentou diferentes tipos de bactérias que começaram a emitir grandes quantidades de metano. A Terra aqueceu e os oceanos tornaram-se ácidos. A variedade de vida atual descende de apenas 4% das espécies sobreviventes desse evento. Após essa extinção, a vida marinha desenvolveu uma complexidade nunca vista antes — caracóis, ouriços e caranguejos surgiram a partir dela.

Triássico-Jurássico

A extinção do Triássico-Jurássico aconteceu entre 199 milhões e 214 milhões de anos atrás e, como em outras extinções em massa, acredita-se que houve várias fases de perda de espécies. Acredita-se que os responsáveis são a queda de um asteroide, a mudança climática e erupções de basalto de inundação. Durante o início dessa era, os mamíferos superavam os dinossauros. No final, os ancestrais dos dinossauros (arcossauros) reinavam na superfície da Terra. Essa extinção abriu o caminho para a variedade incrível de dinossauros que encontramos nos registros fósseis.


Cretáceo-Paleogeno

Essa é a extinção mais conhecida de todas. Responsável por dizimar os grandes dinossauros da face da Terra, ela aconteceu há 65 milhões de anos. Sua causa provável é a queda de um grande asteroide na península de Yucatan, que se uniu a atividades vulcânicas e mudanças climáticas, dizimando com 76% da vida em nosso planeta. Os mamíferos que deram início à história humana sobreviveram a esse grande evento.

Uma sexta extinção em massa em andamento

A crescente população humana, que alguns preveem atingir 10 bilhões até 2050, destruiu completamente muitos dos ecossistemas da Terra, exterminando suas espécies a um ritmo alarmante. Com taxas de extinção induzidas pelo homem 1.000 vezes maiores que a taxa de extinção natural, um segmento da comunidade científica do planeta afirma que os humanos desencadearam a sexta extinção em massa do planeta.

queimadas na amazônia
Incêndios na Amazônia, de 15 a 22 de agosto em 2019. Imagem: Observatório da Terra da NASA/Joshua Stevens

Uma pesquisa publicada no periódico Biological Reviews em janeiro de 2022 alega que taxas drasticamente aumentadas de extinção de espécies e diminuição da abundância de muitas populações de animais e plantas já estão bem documentadas, mostrando dados que representam uma extinção em massa que já está em andamento.

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