No dia 28 de setembro, as forças armadas da Coréia do Norte testaram um novo míssil hipersônico na costa-leste do país. De acordo com divulgações feitas pela mídia norte coreana, o míssil chamado de Hwasong-8 é de “grande importância estratégica“.
Desde janeiro de 2021, o ditador norte coreano Kim Jong-un vem anunciando o interesse crescente do país no desenvolvimento de diversas armas de nova geração. De acordo com a declaração pela KCNA, o míssil hipersônico é uma das cinco prioridades do programa de defesa nacional que deve ser desenvolvido em cinco anos.
Segundo as autoridades da Coréia do Norte, os novos armamentos têm por objetivo assegurar a segurança e a paz do país. Ainda, o primeiro teste assegurou a estabilidade e capacidade de manobra do equipamento de guerra. Autoridades internacionais afirmam que o míssil tem capacidade para carregar ogivas nucleares.
Especialistas da Coréia do Sul afirmam, contudo, que o míssil atingiu apenas a velocidade de Mach 2,5 (contra Mach 5 de mísseis dos EUA e Rússia, por exemplo). Sendo assim, tanto os Estados Unidos quanto a Coréia do Sul teriam recursos necessários para identificar e interceptar o míssil nestas velocidades.
Portanto, é possível que o novo míssil hipersônico norte coreano esteja ainda em testes bastante preliminares. Entretanto, este é o terceiro teste de mísseis realizado pela Coréia do Norte apenas em setembro.
Em julho, por exemplo, a Rússia testou um míssil do mesmo tipo, atingindo 8659,88km/h (quase Mach 6, ou 6 vezes mais rápido que o som) no Mar Branco.
Diferença do míssil hipersônico para os demais
Antes dos mísseis hipersônicos, os mísseis balísticos intercontinentais eram o principal tipo de armamento utilizado para a corrida armada internacional. Estas armas mais antigas podiam, também, carregar ogivas nucleares e alcançarem distâncias imensas. Daí vem o nome intercontinental, inclusive.
Contudo, estes mísseis mais antigos tinham um empecilho. Acontece que eles passavam pelo lançamento a altíssimas velocidades, saíam da atmosfera terrestre e atingiam o alvo em ângulos quase retos. Apesar de destrutivos, estes armamentos eram muito mais detectáveis, o que dava uma margem de reação para os alvos.
O míssil hipersônico, por outro lado, é diferente em um aspecto essencial: o ângulo. Acontece que estes novos armamentos são lançados em ângulos mais próximos do solo, voando a baixas altitudes. Por esse motivo, um míssil hipersônico viaja de forma mais horizontal e baixa, dificultando a detecção.
Para além disso, esta nova geração de armamentos voa mais rápido, podendo passar facilmente dos 5000km/h. Ainda assim eles são altamente manobráveis e estáveis, o que contribui ainda mais para a dificuldade na detecção destes.
Além deste novo teste da Coréia do Norte, há indícios ainda de que o país vem produzindo quantidades significativas de plutônio e urânio, indicando novos testes nucleares ainda por vir.
Com informações de Live Science.