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Cientistas extraem DNA de inseto preso em âmbar

amostras de resina
Amostras de resina das árvores Hymenaea em Madagascar com besouros ambrosia incrustados. (Georg Oleschinski / Universität Bonn)

Pela primeira vez, cientistas extraíram com sucesso o material genético de insetos em velhas amostras de uma resina fóssil amarela.

O DNA – em particular, de animais extintos – é uma ferramenta importante na identificação de espécies.

No futuro, os cientistas e pesquisadores planejam usar seus novos métodos em inclusões de resinas mais antigas também.

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A tentativa bem-sucedida foi realizada pela cientista Dra. Monica Solórzano-Kraemer, do Instituto de Pesquisa Senckerberg e Museu de História Natural, junto aos autores principais David Peris e Kathrin Janssen da Universidade de Bonn e outros colegas da Espanha e Noruega.

Resina fóssil amarela âmbar

O estudo atual pretende determinar por quanto tempo o DNA de insetos contidos em materiais resinosos pode ser preservado.

mais amostras

Para isso, o autor principal Dr. David Peris e seus colegas examinaram o material genético dos besouros da ambrosia que ficaram presos na resina das árvores âmbar (Hymenaea) em Madagascar.

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Até o momento, testes semelhantes de inclusões em âmbar de vários milhões de anos falharam, uma vez que os impactos ambientais mais recentes causaram mudanças significativas no DNA dos insetos embutidos. Ou mesmo o destruíram.

VEJA TAMBÉM: Espermatozoide de 100 milhões de anos é encontrado em âmbar

Portanto, essas amostras embebidas em resina foram consideradas inadequadas para exames genéticos.

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Mas, pela primeira vez, Solórzano-Kraemer acrescenta agora ser possível mostrar que o DNA ainda estava preservado em amostras, mesmo que seja muito frágil.

Portanto, esse estudo levanta a possiblidade de examinar a genômica dos organismos incorporados em resina.

Estabilidade do material genético

Ainda não está claro por quanto tempo o DNA pode sobreviver dentro da resina.

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Por causa disso, os pesquisadores aplicam o método de forma gradual, desde as amostras mais recentes até as mais antigas.

Assim, determinam a “vida útil” do DNA incorporado na resina.

Outro detalhe importante: os experimentos mostram que a água nas inclusões é preservada por muito mais tempo do que se imaginava.

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Isso é um problema, porque pode afetar a estabilidade do material genético.

Ou seja, a extração de DNA funcional do âmbar de vários milhões de anos é bastante improvável, conforme fala Solórzano-Kraemer.

amostra de resina

Estudos anteriores

Há um debate científico em andamento sobre quanto tempo o DNA pode durar em várias formas.

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Ainda mais, estudos polêmicos afirmam ter detectado DNA em fósseis de dinossauros de 75 milhões de anos.

Mas, a realidade é que, com muita frequência, essas amostras acabam sendo contaminadas por outras mais recentes.

O âmbar pode parecer um método de preservação mais viável, pois é capaz de preservar tecidos moles como penas, pele e até células sanguíneas.

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Na década de 1990, alguns relatos foram feitos de DNA recuperado de inseto antigo por causa do âmbar e datando de dezenas de milhões de anos.

Mas essas descobertas empolgantes não puderam ser reproduzidas em estudos posteriores, levando a comunidade científica em geral a desacreditar as descobertas originais.

A pesquisa foi publicada na revista PLOS ONE.

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Amanda dos Santos
Publicado por

Trabalha como redatora e produtora de conteúdo. Graduada em Comunicação Social e atua como colaboradora na SoCientífica.

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