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Espermatozoide de 100 milhões de anos é encontrado em âmbar

espermatozoide de 100 milhões de anos
(Imagem: Dinghua Yang)

Aprisionado em um pedaço de âmbar, o espermatozoide mais antigo do mundo foi descoberto recentemente. As pesquisas indicam que sua existência é datada do mesmo período em que os Spinosaurus habitavam o planeta Terra. Mesmo coexistindo durante a mesma época, o espermatozoide de 100 milhões de anos não pertence a nenhuma espécie de dinossauro, mas, sim, a um tipo de crustáceo.

Características dos Ostracodes

Esse crustáceo é conhecido popularmente como “camarão semente”. Pertence a classe Ostracoda, no qual seus indivíduos são caracterizados devido a presença da concha bivalve. Além disso, são animais bastante pequenos, no quão chegam a medir em média, 0,1 mm a 32 mm.

Uma outra característica visível nesse crustáceo são os pequenos prolongamentos que saem de sua concha, no qual se assemelham com caranguejos. Apesar de muitas espécies pertencentes a essa classe abrigarem células espermáticas gigantes, a maior já encontrada mede 11,8 milímetros.

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Espermatozoide de 100 milhões de anos

Os pesquisadores encontraram um Ostracode datado do período Cretáceo, no qual foi encontrado um espermatozoide de 100 milhões de anos. Até o momento, esse é considerado o esperma mais velho já encontrado, pertencente a qualquer animal, desde os últimos 50 milhões de anos.

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Em uma mina ao norte de Mianmar, um país do continente asiático, os cientistas localizaram o esperma solidificado dentro de um disco de âmbar, com o tamanho semelhante a um selo postal. Dentro da resina encontrada em uma árvore, foram coletados 39 ostracodes, nos quais 31 nunca haviam sido vistos, mas que agora, foram nomeados como Myanmarcypris hui.

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Espermatozoide de 100 milhões de anos

Origem do espermatozoide de 100 milhões de anos

De acordo com os dados divulgados no estudo acerca dessas novas espécies, elas possuem um padrão de comprimento em torno de 0,59 milímetros. Dentro de uma espécime fêmea encontrada, os especialistas perceberam a presença de tecido mole, preservado durante todo esse tempo. No interior da fêmea adulta de M. hui, havia 4 pequenos ovos, nos quais não passavam de 50 micrômetros de diâmetro.

Antes dessa pesquisa, o título de esperma animal mais antigo pertencia a um verme encontrado em um casulo na Antártica, datado em cerca de 50 milhões de anos atrás. Haviam registros de um espermatozoide ostracode de 17 milhões de anos, e que, até o momento, era o mais antigo pertencente a essa classe.

Espermatozoide de 100 milhões de anos

Para Renate Matzke-Karasz, especialista em ostracode e paleontóloga da Universidade Ludwig Maximilian de Munique, este é um marco na história do mundo animal. É um momento célebre, no qual os pesquisadores conseguiram encontrar vestígios de um animal que vivia a 100 milhões de anos atrás.

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Devido ao tamanho, os espermas gigantes necessitam de muita energia durante o processo de reprodução. Desde o acasalamento, até o momento em que ocorre a transferência dos espermatozoides para o interior da fêmea, revela um dos autores do estudo, Matzke-Karasz.

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Assim, essa pesquisa abriu portas para que outros cientistas buscassem mais informações acerca de animais do Período Cretáceo que foram fossilizados dentro de âmbar. O espermatozoide de 100 milhões de anos pode ser apenas mais um dos inúmeros ostracodes que abrigam espermas gigantes já encontrados.

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O artigo foi publicado no Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences. Com informações de Live ScienceScience Alert.

Ruth Rodrigues
Publicado por

Bióloga de formação, mas divulgadora científica de coração. Escreve sobre o mundo das ciências para o SoCientífica.


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