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História & Humanidade

DNA pode ser peça chave para decifrar os Manuscritos do Mar Morto

Os Manuscritos do Mar Morto são uma série de textos encontrados na metade do século XX em cavernas próximas ao mar morto, na atual Cisjordânia

manuscritos
Fragmento de um manuscrito do mar morto (Créditos da imagem: Osama Shukir Muhammed Amin FRCP).

Os famosos textos conhecidos por Manuscritos do Mar Morto são uma série de textos manuscritos encontrados na metade do século XX em cavernas próximas ao mar morto, na atual Cisjordânia.

O Mar Morto é um lago que leva esse nome pela enorme concentração de sal, o que inviabiliza a vida em suas águas. É uma quantidade de sal tão grande, que é bastante fácil de boiar no lago.

Os Pergaminhos do Mar Morto

Escritos há mais de dois milênios por uma doutrina judaica, hoje, pesquisadores por todo o mundo tentam encaixar novas peças do artefato. No total, são 25 mil fragmentos que formam mais de mil textos.

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Nesses textos, foram encontrados trechos da Torá, a “bíblia judaica”, leis, calendários, informações astronômicas e até localização de tesouros.

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Continuar desvendando esses textos, e buscando uma linearidade, é de grande importância para a história.

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Agora, alguns pesquisadores buscaram por pistas de DNA nos fragmentos de pergaminho e couro. O trabalho foi publicado no periódico Cell.

A imagem abaixo é uma ilustração visual da ideia:

manuscrito
(Créditos da imagem: ANAVA, Sarit et al.)

O DNA e os manuscritos

Basicamente, os historiadores tentam fazer uma espécie de “quebra cabeça”, um jogo lógico para unir os fragmentos e captar a informação.

Uma nova ideia que surgiu é: diversos trechos são feitos de materiais diferentes. Uma análise de DNA pode ser boa para separar os fragmentos de couro de cada animal.

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Ao LiveScience, Oded Rechavi, da Universidade de Tel Aviv, em Israel, autor principal do trabalho, disse: “É incrível que DNA suficiente possa ser extraído dos pergaminhos de 2000 anos”.

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Ele destaca que além de serem velhos, o material foi processado para receber a escrita, e isso é bastante prejudicial ao código genético.

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Dessa forma, esse trabalho de catalogação e junção seria bem mais rápido e eficiente, apesar de ser difícil de diferenciar peças de textos diferentes quando em material da mesma espécie.

Os pesquisadores publicaram um estudo para demonstrar a ideia e utilizaram 26 fragmentos.

As análises encontraram DNA humano, das pessoas que manusearam os pergaminhos, e de animais dos quais a pele foi retirada, principalmente ovelhas.

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Um dos pontos negativos, mas que pode ser superado com outros métodos, como a separação visual, é o fato de que muitos pergaminhos são compostos por vários pedaços de couro de animais diferentes.

O artigo cita um texto intacto com 7,34m de comprimento que contém o livro de Isaías, e é formado por 17 folhas de couro diferentes.

Contexto local

Os pesquisadores também descobriram que alguns fragmentos vieram de fora de lá, o que sugere que a tolerância a outras interpretações do texto sagrado era existente, e havia uma troca entre as diferentes vertentes, inclusive entre cristianismo e judaísmo.

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Não se sabe ainda, no entanto, se esses textos exerciam influência somente no grupo local, ou em um escopo mais global.

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Outra importante dúvida é o paradeiro. Sabe-se que muitos dos textos não são de Qumran, mas os pesquisadores ainda não encontraram uma forma de se rastrear a localização deles.

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Tentando aplicar o método em mais fragmentos, os pesquisadores pretendem ajudar a responder essas e outras perguntas no futuro.


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