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Saúde & Bem-Estar

Cientistas conseguem reverter um ano de danos causados pelo Alzheimer

Sete dos oito pacientes apresentaram desempenho cognitivo aprimorado.

(Arendash et al., 2019, Journal of Alzheimer's Disease)

Um dispositivo MemorEM que está sendo desenvolvido pela NeuroEM Therapeutics, conseguiu reverter um ano de danos causados pelo Alzheimer em apenas dois meses de tratamento.

Nos esforços em andamento para controlar e tratar a doença de Alzheimer, uma das vias mais promissoras de pesquisa é o uso de ondas eletromagnéticas para reverter a perda de memória – e um pequeno estudo usando essa abordagem relatou alguns resultados encorajadores.

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Dos oito pacientes que testaram o dispositivo, sete tiveram o desempenho cognitivo aprimorado e mostraram resultados animadores.

O tratamento

Os voluntários, todos com a doença de Alzheimer em graus de leve a moderados, receberam um boné chamado MemorEM, que usa emissores especialmente desenvolvidos para criar um fluxo personalizado de ondas eletromagnéticas no crânio. Os tratamentos são aplicados duas vezes ao dia, durante uma hora, e podem ser facilmente administrados em casa.

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(Arendash et al., 2019, Journal of Alzheimer’s Disease)

“Talvez a melhor indicação de que os dois meses de tratamento tenham um efeito clinicamente importante nos pacientes com Alzheimer neste estudo seja que nenhum dos pacientes desejou devolver o dispositivo de cabeça ao Instituto da Universidade do Sul da Flórida / Byrd Alzheimer após o estudo ser concluído.”, diz o biólogo Gary Arendash , CEO da NeuroEM Therapeutics.

O estudo

Pesquisas anteriores da mesma equipe que se concentraram em camundongos, mostraram que esse tratamento eletromagnético transcraniano (TEMT) era capaz de proteger contra a perda de memória e até revertê-lo em roedores mais velhos.

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Com base nas evidências até agora, o TEMT se mostrou ser capaz de quebrar as proteínas tóxicas amilóide-beta e tau que foram extensivamente ligadas ao Alzheimer – as ondas aparentemente são capazes de desestabilizar as fracas ligações de hidrogênio que as mantêm unidas.

Essas proteínas essencialmente entopem o cérebro, acreditam os cientistas, sufocando e destruindo neurônios dos quais precisamos para manter as memórias.

Como foram realizados os testes?

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Usando um conjunto de testes comumente aceitos, projetados para medir demência, o impacto das ondas eletromagnéticas foi considerado “grande e clinicamente importante”. Essa escala do ADAS-Cog varia de uma média de cinco para alguém sem Alzheimer, a uma média de 31 para possuem a doença, o estudo observou uma mudança média de mais de quatro pontos em sete dos oito voluntários.

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Essa mudança de quatro pontos corresponde ao tipo de declínio cognitivo que você pode esperar ver em pacientes com Alzheimer há mais de um ano, então foi como se um ano do impacto da doença de Alzheimer no pensamento cognitivo tivesse sido revertido em apenas dois meses de tratamento.

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O estudo também mostrou que nenhum dos oito pacientes apresentaram efeitos colaterais ou sinais de danos cerebrais causados pelo tratamento.

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Agora, a próxima etapa é um estudo maior e mais completo, envolvendo um número maior de voluntários com a doença de Alzheimer. A NeuroEM Therapeutics tem planos para um ensaio clínico envolvendo 150 pacientes ainda este ano.

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Se o novo ensaio clínico mostrar que o tratamento é seguro e eficaz, poderá haver aprovação regulatória.

A pesquisa foi publicada noJournal of Alzheimer’s Disease.

FONTE / Science Alert

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Da Redação
Publicado por

A SoCientífica, abreviação para Sociedade Científica, nasceu em agosto de 2014 da vontade de decifrar as novidades no mundo científico e transmiti-las para uma sociedade que depende da ciência e tecnologia mas que sabe muito pouco sobre elas. Em um momento em que a desconfiança está se sobressaindo e novas ondas negacionistas de evidências surgem, a SoCientífica está empenhada em ajudar a trazer iluminação para a sociedade novamente.

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