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Pesquisadores querem criar um ‘backup’ genético da Terra na Lua

Um banco genético na lua poderia ser a salvação da espécie humana no caso de uma extinção.(Imagem de István Mihály por Pixabay )

Como 2020 já nos mostrou, a humanidade e o próprio planeta Terra são bastante vulneráveis. Imagine, por exemplo, que a letalidade do SARS-CoV-2, causador da Covid-19, fosse drasticamente mais alta. Nesse caso, a extinção da raça humana, ou ao menos o fim da sociedade como é, seria um risco considerável. Contudo, não queremos despertar gatilhos de ansiedade. É por essa fragilidade que pesquisadores propuseram a criação de um backup genético da Terra, na Lua, só para variar.

A proposta foi apresentada durante a Conferência Aeroespacial do IEEE, no último dia 06. Na proposta, os pesquisadores sugerem a criação de uma estação lunar que pudesse abrigar um banco genético de todas as 6,7 milhões de espécies de plantas, animais e fungos do planeta. A estrutura ficaria abrigada nos tubos de lava que se formaram na Lua durante os seus primeiros milhões de anos de existência.

A proposta, de fato, é uma boa ideia. No entanto, você pode imaginar que criar uma super estrutura na Lua não é algo muito barato. O prédio precisaria ter estruturas que conectassem o subsolo à superfície lunar por elevadores, além de salas a mais ou menos 190°C negativos. Contudo, a parte mais cara da ideia é o transporte. Segundo os autores, cada espécie teria 50 amostras de DNA armazenadas. Isso iria requerer mais de 250 viagens espaciais, sem contar aquelas para a construção da base.

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Além do mais, estimativas mostram que, para se criar uma espécie novamente, apenas com o DNA, cientistas precisariam de mais de 500 amostras do material genético. Esse número possibilitaria uma diversidade genética sustentável, mas também deixaria o banco de DNA 10 vezes mais caro.

O risco do sumiço de material genético

O maior banco genético atualmente está hospedado na Noruega e conta com mais de 1 milhão depósitos genéticos, sobretudo de plantas usadas para agricultura. Entretanto, mesmo essa arca norueguesa pode sofre catástrofes como tsunamis ou mesmo o impacto de um meteoro.

Pensando nisso, os autores da proposta argumentam que a base lunar poderia proteger o DNA da radiação solar (uma vez que ficaria no subsolo) e ao mesmo tempo facilitar a conservação, já que os tubos de lava lunares atingem os 15°C negativos. Esse refúgio em outro astro só seria ameaçado por um impacto direto de asteroide – ou por uma bomba atômica.

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(Imagem de István Mihály por Pixabay )

Pandemia, mudança climática, crises diplomáticas internacionais, eventos astronômicos. Essas são ameaças reais à espécie humana e à biodiversidade da Terra. A proteção dessa diversidade é uma responsabilidade, portanto, da própria espécie humana. Apesar dos custos altíssimos, os pesquisadores acreditam que a arca lunar pode se tornar viável nos próximos 30 anos, com todos os avanços tecnológicos e aeroespaciais já observados até o momento.

Mateus Marchetto
Publicado por

Aluno de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná, professor de inglês, apaixonado por ciência e divulgação científica. Me interesso principalmente pelas áreas de microbiologia, bioquímica e bioinformática.

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