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Comentário & Opinião

As redes sociais e os jovens – mais complexo do que se pensava

A relação entre redes sociais e os mais jovens se mostrou mais complexa do que se pensava. Pode parecer contraditório, afinal, sempre vemos as críticas a nova geração e a forma como estão inseridas nas redes sociais e celulares em geral.

De fato, essa preocupação possui algum embasamento científico, entretanto, com uma análise mais profunda das pesquisas nessa área podemos notar facilmente erros na metodologia.

O exagero de sempre.

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“Dar um tablet para uma criança é o mesmo que dar cocaína ou álcool” “Os smartphones podem ter destruído uma geração”

Esse tipo de manchete rodeia a internet, e com o costume atual de ler apenas títulos, as pessoas tendem a levar tais chamadas como verdades absolutas. Se tratando dos mais velhos é algo ainda pior, pois manchetes do tipo confirmam o viés que já possuem.

Além dos exageros em troca de visualizações, boa parte dos artigos que respaldam as notícias possuem erros em sua metodologia, ou tiram conclusões rápido de mais.

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Correlação pouco evidenciada.

Boa parte das pesquisas feitas sobre o assunto observam pessoas por um período de tempo específico, o que já pode ser considerado uma variável para os resultados. Muitas vezes tentam relacionar o uso de uma rede social ou o uso de celulares com algum transtorno mental.

O problema desse tipo de metodologia é colocar um evento como resultado de outro sem observar as inúmeras variáveis que podem alterar o resultado.

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Medir o uso do Instagram com um grupo de pessoas, e notar que, as mais “viciadas” possuem maiores traços de depressão, sem levar em conta outras características como por exemplo: Idade, estilo de vida, condição financeira, acesso a cultura, relações familiares e até mesmo a situação inversa.

A ordem altera o resultado.

Em um estudo com quase 600 adolescentes e mais de 1.000 jovens adultos, os resultados mostraram que diferente da maioria das conclusões anteriores, o uso de redes sociais e celulares não causa necessariamente depressão, pelo contrário, meninas (o estudo cita o gênero específico. Pode estar relacionado com uma questão social) que já tinham traços de transtornos utilizavam mais os celulares.

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Nem tudo são flores

Apesar dos erros metodológicos e as notícias alarmantes, o problema do uso excessivo de redes sociais e celulares é algo para se preocupar, e os estudos mais recentes alertam para necessidade de pesquisas menos enviesadas e mais científicas.

Mesmo contendo algumas das falhas citadas antes, a pesquisa da professora de psicologia Jean Twenge, da Universidade Estadual de San Diego, mostra que o uso excessivo de redes sociais e celulares aumentam de forma considerável a chance de problemas de saúde mental e relações sociais.

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Na pesquisa, Twenge usou o lançamento do Iphone em 2007 como ponto chave para fazer as comparações comportamentais. Dos resultados, os mais interessantes mostram que desde 2007, adolescentes têm se sentido melhores sozinhos, e ainda, sentem menos necessidade de dormir (o estudo leva em consideração um valor de 7 horas de sono).

A geração atual foi prejudicada?

A conclusão mais honesta atualmente é simplesmente a dúvida. Fazendo essa revisão nos artigos anteriores sobre o assunto, podemos perceber que boa parte dos resultados não podem ser levados como conclusivos.

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O mais responsável no momento é deixar de lado os exageros e levar em conta que temos uma via de mão dupla. Da mesma forma como as drogas que usamos funcionam, a diferença entre um veneno e um remédio se dá na dosagem e o indivíduo que faz o seu uso.

Portanto, sabemos que uso de redes sociais têm seus benefícios, trazem conhecimento, comunicação, avanços, e ao mesmo tempo podem trazer complicações sociais. Como usuários a preocupação dever ser em que tipo de conteúdo estão sendo consumidos e não necessariamente a quantidade.

FONTES / MediumIgenUS National Library of Medicine / Scientific American

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Divulgador científico no Sociedade Científica e no Medium. Estudante de biologia e gestão ambiental.

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