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Algas que sobreviveram a um asteróide
Algas que sobreviveram a um asteróide
(Oceano com algas. (Liz Harrell/Unsplash)

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Algas que sobreviveram a um asteróide não realizavam fotossíntese

A curiosa história das algas que sobreviveram a um asteróide que colidiu na Terra há 66 milhões de anos. Para resistirem invés de realizar fotossíntese elas alimentavam-se de outros seres vivos.

O asteróide que devastou a Terra

Há 66 milhões de anos um asteróide atingiu a Terra e devastou quase todas as formas de vida existentes. Assim, o ocorrido ficou conhecido como o Evento de Extinção do Cretáceo-Paleógeno, onde só restou escuridão devido a fuligem. No entanto, algumas algas sobreviveram ao asteróide, as quais invés de realizarem fotossíntese mudaram suas fontes de energia, alimentando-se de outros seres vivos.

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Então, diante do conhecimento da catástrofe que ocorreu no Cretáceo, alguns cientistas investigaram como a Terra se manteve após o incidente. Segundo o professor Andrew Ridgwell, Universidade da Califórnia, “se você remover as algas, que formam a base da cadeia alimentar, todo o resto deve morrer. Queríamos saber como os oceanos da Terra evitaram esse destino e como nosso moderno ecossistema marinho evoluiu novamente após tal catástrofe.”

As algas que sobreviveram ao asteróide

Os coccolitóforos são algas unicelulares fotossintetizantes. Assim, o professor Ridgwell descobriu em suas pesquisas que os coccolitóforos soterrados no fundo dos oceanos desde a era Paleógena tinham aberturas que revelavam que essas algas tinham flagelos para locomoção. Segundo a Ifl Science “os coccolitóforos modernos com flagelos consomem bactérias e algas menores, além da energia que capturam da luz solar”.

Algas que sobreviveram a um asteróide
(Coccolitóforos (Gephyrocapsa oceanica)/ Wikimedia Commons)

As pesquisas indicam que a maioria dos coccolitóforos que sobreviveram após a catástrofe eram os que na era anterior do asteróide ficavam nas plataformas continentais. Ou seja, algas que atualmente tendem a completar sua alimentação com outros seres. Dessa forma, eles acreditam que os coccolitóforos do Cretáceo eram muito parecidos com os existentes hoje. Para resumir, a maioria era apenas fotossintetizantes, mas alguns conseguiam também obter energia consumindo outros pequenos seres vivos.

Provavelmente quando a escuridão tomou conta da Terra os que utilizavam apenas uma forma de obter energia morreram. No entanto, as “espécies mixotróficas” (que podem usar duas fontes energéticas) sobreviveram. Posteriormente, com a volta da luz no planeta, as mixotróficas continuaram dominantes por milhões de anos até que as fotossintetizantes obrigatórias voltassem em grande escala.

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Por outro lado o fato dos coccolitóforos mixotróficos permanecerem dominantes por tanto tempo intrigou os pesquisadores. Assim, eles fizeram simulações em computadores das condições da Terra após o término do período de escuridão. Então, Ridgwell concluiu que a “mixotrofia foi o meio de sobrevivência inicial e, em seguida, uma vantagem depois que a escuridão pós-asteróide se dissipou por causa das células pequenas e abundantes”.

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