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NASA mostra como seria o pôr do Sol em cada planeta do sistema solar

O pôr do Sol se apresenta pelos diversos locais do sistemas solar das mais variadas formas. Infelizmente o conhecemos somente na Terra.

(Créditos da imagem: Wikimedia Commons)

O Sol se apresenta pelos diversos locais do sistemas solar das mais variadas formas. Gostamos de admirar o pôr do Sol, mas infelizmente o conhecemos somente na Terra. 

Para combater esse tédio, a NASA criou uma animação que simula o pôr do Sol nas perspectivas de um observador em quatro locais diferentes e distante um do outro no sistema solar: Vênus, Marte, Urano e Titã.

Essa nossa limitação observacionais nos coloca dentro de uma caixinha de alienação, sem percebermos o quão belo é o universo externo. Existe, pelo espaço, observações muito além de dados científicos.

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Diferentes composições, diferentes cores

As diferenças de cada local ocorrem porque a composição e densidade da atmosfera, além da distância até o Sol é diferente. Cada atmosfera se comporta de uma forma na refração da luz.

Pôr do Sol em Marte
O pôr do sol foi fotografado da Gale Crater pelo rover Mars Curiosity em 15 de abril de 2015. As quatro imagens mostradas em sequência aqui foram tiradas em um período de 6 minutos e 51 segundos, usando o olho esquerdo da Mastcam do rover. (Crédito: NASA / JPL-Caltech)

Na Terra, vemos uma cor amarela, ou alaranjada, que se reflete nas nuvens próximas. Isso ocorre porque como o Sol está mais baixo no horizonte, a luz precisa percorrer uma distância maior.

Nessa longa viagem pela atmosfera, cada comprimento de onda se comporta de uma forma. Os comprimentos menores, mais próximos do azul, são perdidos, pois são menos resistentes a interferências.

Enquanto isso, a cor alaranjada ocorre porque as cores predominante a chegar no seus olhos são entre o vermelho e amarelo, comprimento de ondas maiores e frequências menores, que sobrevivem melhor ao meio.

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Já em Urano, alguns elementos abundantes, como hidrogênio, hélio e metano, absorvem essas frequências mais próximas ao vermelho, deixando o pôr do Sol mais azulado.

A realização da animação do pôr do Sol

Pode parecer algo simples, mas foi grande o trabalho para o cientista planetário Geronimo Villanueva, cientista alocado no Goddard Space Flight Center da NASA, no estado americano de Maryland.

A simulação foi feita enquanto ele criava uma ferramenta de modelagem computacional útil para uma possível futura missão que adentre a atmosfera de Urano.

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Urano é um dos famosos gigantes gasosos, ou também um dos gigantes gelados. Assim como Júpiter e Saturno, o planeta é formado inteiramente por gases. A atmosfera, menos densa, e o corpo do planeta, extremamente denso.

Sua atmosfera é extremamente complexa, e conta com a formação de nuvens de diversas composições. A água forma as núvens mais baixas e os metanos as nuvens mais altas.

Ele precisou analisar a composição atmosférica de cada planeta e também levar em consideração a intensidade de incidência de luz solar para poder determinar o comportamento da luz em cada local.

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Pôr do Sol
Imagem: NASA

Villanueva fez as simulações com uma ferramenta criada por ele mesmo para ajudar outros cientistas a determinar as interações da luz em diversas atmosferas diferentes para auxiliar alguns trabalhos científicos.

Sem mais delongas, a simulação

Essa primeira simulação, abaixo, mais técnica, mostra como seria o pôr do Sol visto a partir de um observador na Terra, e como a luz vai se movimentando à medida que o Sol vai descendo no horizonte.

Já no vídeo a seguir, a simulação é mais cinematográfica, mais completa, considerando um observador a partir da superfície dos planetas, com direito a uma trilha sonora.

Com informações de NASA.

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.

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