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Qual é o destino da Terra nos próximos bilhões de anos?

(Domínio Público).

Há 4,5 bilhões de anos, uma grande nuvem de poeira deu origem ao Sol, aos planetas, às luas, aos cometas, aos asteroides e tudo mais que existe pelo sistema solar. Tudo nasceu junto – e definhará junto também. Mas não se preocupe, você não corre risco – até lá a raça humana já se extinguiu por outros motivos. E não é algo mórbido. Essa morte dará origem a um novo mundo daqui a bastante tempo. Quando o Sol se tornar uma anã branca, novos planetas surgirão por perto e poderão abrigar vida, durante os bilhões de anos de estabilidade que se seguirão.

Quando dizemos que estamos colocando a Terra em risco, na verdade nos referimos ao que torna a Terra especial – as condições para a vida e a vida abundante. Enquanto o universo não destruir a Terra com sua força brutal, o planeta continuará inteiro, mesmo que se torne um inferno como Vênus. Então, o destino da Terra não envolve o desmatamento e as mudanças climáticas. Na verdade, esse é o destino do ser humano e da vida no geral

A Terra ainda está na metade de sua vida.

Influência do Sol no destino da Terra

O Sol é uma estrela do tipo G. Para essas estrelas há uma morte bem específica. O Sol funde principalmente o hidrogênio e o hélio. Conforme ele funde os materiais, eles se tornam mais pesados – a fusão do hidrogênio origina o hélio. A fusão do hélio origina o berílio, e assim por diante. 

No entanto, o Sol não é muito grande e não possui muita força para fundir além do hidrogênio. Quando o hidrogênio acabar, em 5 bilhões de anos, a nossa estrela passará a inchar, tornando-se uma gigante vermelha. Inicialmente, a Terra se tornará um inferno e perderá seus oceanos (se ainda houver algum) e a atmosfera. 

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O Sol continuará a crescer. Em um determinado momento, ao longo de vários milhões de anos, ele engolirá as órbitas de Mercúrio e Vênus. Nesse momento, rochas e metais da superfície da Terra começarão a ser vaporizados com a imensa bola quente quase encostada no planeta. 

Comparação entre o Sol hoje e o Sol no futuro, como uma gigante vermelha. (Oona Räisänen / Wikimedia Commons)

A Terra

Se a Terra ainda for habitada nesse momento, desde as fases iniciais do Sol como gigante vermelha, nosso planeta se tornará inabitável. A vida morrerá rapidamente. Se houver vida inteligente, eles podem fugir para as luas de Júpiter e Saturno, que serão habitáveis no momento que o Sol quase engolir a Terra.

Mas logo, após cerca de 1 bilhão de anos, o hélio acabará, e a gigante vermelha também morrerá. O Sol iniciará uma série de contrações e expansões que mandarão matéria para longe, formando uma nebulosa planetária. Mas o núcleo do Sol ainda brilhará por muitos bilhões de anos como uma anã branca, que brilha apenas com a energia residual, sem a fusão nuclear.

Nesse momento, a matéria lançada pelas contrações pode formar planetas próximos da anã branca que podem originar vida. Como essa estrela brilha pouco, a Terra será fria demais para a habitabilidade. Se ela não for engolida pela gigante vermelha, então o destino da Terra será o esquecimento.

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.

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