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O primeiro planeta do tamanho da Terra na zona habitável de uma estrela

O planeta, chamado TOI 700d, localiza no sistema estelar TOI 700. Possivelmente rochoso e de tamanho semelhante ao da Terra, localiza-se na zona habitável de sua estrela.

(Créditos da imagem: NASA-JPL).

Em Janeiro de 2020 tornou-se notícia a descoberta do primeiro planeta do tamanho da Terra localizado na zona habitável de uma estrela. No entanto, a confirmação veio só mais tarde. Em agosto de 2020, três artigos publicados no The Astronomical Journal, [1], [2] e [3].

O primeiro estudo valida os sinais detectados com dados da sonda TESS, e o segundo é a confirmação, feita com dados do Telescópio espacial Spitzer. Na ciência, toda afirmação é refutável e, dessa forma, tudo precisa de comprovação. A primeira comprovação é a da análise de dados inicial feita pelos cientistas. A segunda comprovação, é da captação de dados da sonda, utilizando dados coletado por outra sonda ou telescópio.

Já o terceiro artigo parte para uma abordagem um pouco diferente, onde analisa as simulações climáticas locais. “Exploramos uma variedade de composições atmosféricas, pressões e estados de rotação para planetas cobertos pelo oceano e completamente desidratados, a fim de avaliar o potencial de habitabilidade do planeta”, explicam os pesquisadores no resumo do estudo, que também está disponível como preprint no arXiv.

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Como ele é e qual a importância da zona habitável de uma estrela?

O planeta, chamado TOI 700d, localiza no sistema estelar TOI 700. Possivelmente rochoso e de tamanho semelhante ao da Terra, localiza-se na zona habitável de sua estrela.

(Créditos da imagem: NASA).

A zona habitável é, em resumo, essa característica; calcula-se a emissão de luz pela estrela e, dessa forma, encontra-se a zona habitável. A zona habitável é área da órbita de uma estrela onde o planeta mantém a água em sua liquidez, ao menos próximo ao equador do planeta.

Quanto ao tamanho, uma gravidade muito alta pode ser prejudicial. Ao mesmo tempo, um planeta muito pequeno não manteria sua atividade geológica funcionando por tempo o bastante. A atividade geológica é importante pois gera o campo magnético ,que nos protege de grande parte da energia prejudicial lançada pelo Sol. O interior de Marte, por exemplo, já esfriou, e o planeta não produz mais um campo magnético considerável. 

Acredita-se que o tamanho ideal para um planeta rochoso abrigar vida seja de cerca de 1,5 vezes o tamanho da Terra, ou seja, um pouco maior do que o nosso planeta, pois concilia a atividade geológica com a gravidade, entre outras características relacionadas à massa e, consequentemente, ao tamanho, quando comparamos especificamente os planetas rochosos.

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Acredita-se, ainda, que de forma geral, o planeta mantenha regiões de climas temperados (regiões de latitudes médias, como Uruguai e Europa Central). 

Respeitável missão

“A TESS foi projetado e lançado especificamente para encontrar planetas do tamanho da Terra orbitando estrelas próximas”, disse em um comunicado Paul Hertz, diretor da divisão de astrofísica da sede da NASA, no âmbito do anúncio preliminar da descoberta, em janeiro.

TESS. (Créditos da imagem: NASA-JPL).

“Planetas ao redor de estrelas próximas são mais fáceis de acompanhar com telescópios maiores no espaço e na Terra. A descoberta do TOI 700 d é uma descoberta científica chave para a TESS. Confirmar o tamanho do planeta e o status da zona habitável com o Spitzer é outra vitória para o Spitzer, já que se aproxima do fim das operações científicas em janeiro”, explica Hertz.

A TESS coletou uma considerável de informações. No entanto, visibilidade não é muito boa, e mesmo o Telescópio Espacial James Webb, sucessor do Hubble, não confirmará a existência de água na atmosfera do planeta.

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“Algum dia, quando tivermos espectros reais de TOI 700 d, poderemos retroceder, combiná-los com o espectro simulado mais próximo e depois combiná-lo com um modelo”, disse Gabrielle Engelmann-Suissa, líder da equipe de modelagem. “É emocionante porque não importa o que descobrirmos sobre o planeta, vai parecer completamente diferente do que temos aqui na Terra”.

Os estudos foram publicados no periódico The Astronomical Journal, [1], [2] e [3]. Com informações de NASA e Smithsonian Astrophysical Observatory / Harvard University.

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