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Física & Química

Nova teoria sobre os cristais ocultos da Terra

Uma visão da luz transmitida através de uma seção de 200 mícrons de uma amostra de peridotito, mostrando os três minerais principais - olivina (verde-claro), ortopiroxênio (verde-cinza) e granada (rosa). (Dra. Emma Tomlinson, Trinity College Dublin)

Geólogos desenvolveram uma nova teoria sobre o estado da Terra bilhões de anos atrás, após examinarem as rochas extremamente antigas formadas no manto da Terra sob os continentes.

A professora assistente Emma Tomlinson, do Trinity College de Dublin, e o professor Balz Kamber, da Queensland University of Technology, publicaram recentemente suas pesquisas na revista Nature Communications.

Os sete continentes da Terra de hoje são construídos cada um em torno de um interior estável chamado cratão, e os geólogos acreditam que a estabilização do cratão há cerca de 2,5-3 bilhões de anos foi fundamental para o surgimento de massas de terra na Terra.

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Pouco se sabe sobre como os cratões e suas placas de apoio se formaram, mas pistas importantes podem ser encontradas nos xenolitos peridotitas, que são amostras de manto trazidas para a superfície da Terra quando há a erupção de vulcões.

O Dr. Tomlinson, da Trinity’s School of Natural Sciences, disse: “Muitas rochas do manto abaixo dos continentes antigos contêm uma quantidade surpreendente de sílica – muito mais do que é encontrado nas partes mais jovens do manto”.

“Atualmente não há consenso científico sobre a razão disso”, completa.

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A nova pesquisa, que analisa os dados globais para o manto peridotita, apresenta uma nova explicação para esta observação.

A pesquisa utilizou um novo modelo termodinâmico para calcular que a mineralogia incomum se desenvolveu quando a rocha derretida muito quente – superior a 1700 °C – interage com partes mais antigas do manto e isto causou o crescimento de minerais ricos em sílica.

“”Por mais de 1 bilhão de anos, de 3,8 a 2,5 bilhões de anos atrás, vulcões também irromperam lavas muito incomuns de viscosidade muito baixa – lava que era muito fina, muito quente e frequentemente continha níveis variáveis de sílica”, acrescentou o Dr. Tomlinson.

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“Nossa modelagem sugere que as lavas incomuns eram de fato as rochas fundidas que interagiam com o manto em grande profundidade e esta interação resultou no nível variável de sílica”.

O professor Kamber disse: “Tanto as rochas ricas em sílica no manto profundo quanto as rochas vulcânicas de baixa viscosidade deixaram de ser feitas pela Terra há cerca de 2,5 bilhões de anos. Este tempo é o limite entre os eon Arqueanos e Proterozóicos – uma das quebras mais significativas na escala de tempo geológico da Terra”.

O que causou esta delimitação permanece desconhecido, mas a pesquisa oferece uma nova ótica.

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O professor Kamber acrescentou: “Isto pode ter sido devido a uma mudança na forma como o manto estava fluindo. Uma vez que ele começou a se mover lentamente até o núcleo (2.900 km), as altíssimas temperaturas do Arqueano já não eram mais possíveis”.

Release de Trinity College Dublin. Saiba mais.

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Redação
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A SoCientífica, abreviação para Sociedade Científica, nasceu em agosto de 2014 da vontade de decifrar as novidades no mundo científico e transmiti-las para uma sociedade que depende da ciência e tecnologia mas que sabe muito pouco sobre elas. Em um momento em que a desconfiança está se sobressaindo e novas ondas negacionistas de evidências surgem, a SoCientífica está empenhada em ajudar a trazer iluminação para a sociedade novamente.

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