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Grande predador: nova espécie de mosassauro descoberta no Marrocos

Uma nova espécie de mosassauro acaba de ser descoberta no Marrocos, aumentando para 13 o número desses animais na região.

Durante o período Cretáceo, as águas do Marrocos foram lar para diversas espécies de mosassauro. O número total, em vista disso, acaba de subir para 13 espécies, com a descoberta de um novo fóssil.

O artigo, publicado no periódico Cretaceous Research relata a descoberta de fósseis bem-conservados do novo mosassauro, que poderia atingir 8 metros de comprimento. De forma geral, os mosassauros foram animais enormes, com alguns atingindo 18 metros e 150 toneladas. Contudo, milhões de anos de evolução não resistiram às mudanças climáticas impostas pelo impacto do asteroide na Península de Yucatán.

Imagem: Longrich et al

Assim, o mosassauro deu lugar nos oceanos aos tubarões (já existentes naquela época) e baleias modernos.

Esse grupo de animais, contudo, apresentava adaptações incríveis ao ambiente marinho. Um mosassauro, de forma geral, tinha a cabeça semelhante àquela de um crocodiliano, porém com nadadeiras laterais como as de uma tartaruga marinha. Muitas espécies ainda tinham nadadeiras caudais, além de dentes nos mais diversos formatos para inúmeros tipos de presa.

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A nova espécie em questão, por conseguinte, viveu entre 72 e 66 milhões de anos – assim como a maioria dos demais mosassauros. O réptil, contudo, recebeu o nome de Pluridens serpentis, devido à forma como caçava.

Estratégia de caça diferenciada deste mossassauro

Acontece que esse mosassauro tinha globos oculares especialmente pequenos. De acordo com os autores, portanto, o bicho caçava em regiões com condições baixas de visibilidade, dependendo dos seus outros sentidos.

Assim, o P. serpentis provavelmente desenvolveu um sentido novo, mais ou menos como as serpentes. Esse animal possui evidências de conexões neuroanatômicas ao longo do seu crânio. Isso, de acordo com a pesquisa, indica que o animal poderia sentir variações de pressão ou químicas ao seu redor. Provavelmente, aliás, o mosassauro fazia isso com a língua, como as serpentes.

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Imagem: Dmitry Bogdanov

Tubarões, por exemplo, também usam essa estratégia. Esses peixes possuem um tecido chamado de linha lateral (na lateral do corpo) cheio de receptores físico-químicos. Esses receptores permitem que o animal sinta, também, variações na composição química e da pressão da água, mais ou menos como este mosassauro fazia.

Essa espécie também tem uma característica bastante marcante: seus dentes. A arcada dentária possui centenas de pequenos dentes curvados e afiados, o que sugere a caça de presas relativamente menores do que as de seus primos. Além do mais, evidências indicam que os dentes poderiam ter um papel de seleção ou dimorfismo sexual, favorecendo animais com mais dentes. Daí vem Pluridens.

O artigo está disponível no periódico Cretaceous Research.

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Mateus Marchetto
Publicado por

Aluno de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná, professor de inglês, apaixonado por ciência e divulgação científica. Me interesso principalmente pelas áreas de microbiologia, bioquímica e bioinformática.

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