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Fóssil revela tubarão predando lula que devorava crustáceo

O fóssil é um pabulito, trata-se de um raro registro da alimentação destes predadores.

Fóssil revela tubarão predando lula que devorava
Klug et al, 2021. Swiss Journal of Palaeontology. © 2021 BioMed Central Ltd - Acesso aberto, CC BY 4.0

Uma equipe de paleontólogos se deparou com os restos fossilizados de uma lula que se alimentava de um crustáceo quando foi predada por um tubarão em um cena icônica. Este tipo de registro fóssil é muito raro, sendo conhecido como pabulito. Pabulitos revelam o que viria a se tornar, futuramente, a refeição de uma criatura quando estes foram subitamente interrompidos e soterrados.

Os pabulitos geralmente têm apenas pedaços das criaturas que já viveram preservadas no fóssil, o que significa que os paleontólogos têm a tarefa de juntar as peças dos traços do evento de predação. Eles são uma espécie de ovo de ouro para os paleontólogos, pois demonstram da maneira mais óbvia possível de que espécies extintas se alimentavam quando vagavam pela Terra milhões de anos antes do surgimento da humanidade.

(O braço belemnita segurando de crustáceo no fóssil. Crédito da imagem: Klug et al, 2021. Swiss Journal of Palaeontology. © 2021 BioMed Central Ltd – Acesso aberto, CC BY 4.0)

Um estudo que descreve a descoberta foi publicado no Swiss Journal of Palaeontology.

As espécies que protagonizaram a cena incomum foram identificadas como sendo a lula uma belemnita (Passaloteuthis laevigata), uma espécie de lula que viveu entre Triássico Superior e o Cretáceo Superior. Já o peixe predador, é possível que tenha sido um Hybodus hauffianus, um tubarão que habitou os mares no Jurássico Inferior e que podia medir até 2 metros de comprimento.

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Fóssil revela tubarão predando lula que devorava crustáceo
(Klug et al, 2021. Swiss Journal of Palaeontology. © 2021 BioMed Central Ltd – Acesso aberto, CC BY 4.0)

Os pesquisadores dizem que este achado fóssil é notável pois pode indicar que os restos de belemnita são sobras, caídos da boca de um predador. Evidentemente, foi um evento nutritivo para todos, já que dentro dos tentáculos da lula magnificamente preservados está um exúvio de um crustáceo – significando que o belemnita provavelmente estava comendo quando foi devorado. Um exúvio é a pele rejeitada ou desprezada de um artrópode. 

Milena Elísios
Publicado por

Graduada em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e divulgadora científica por paixão. Aqui na SoCientífica abordo sobre temas variados, mas sempre guiados por boa pesquisa e o rigor científico.

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