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Fósseis de plantas muito antigas foram descobertos na África

Análises de fósseis de plantas muito antigas descobertas na África do Sul e datadas do período do Baixo Devoniano documentam a transição dos continentes áridos para o planeta verde que conhecemos hoje.

Imagem: Universidade de Liège/Scientific Reports

A ecologização dos continentes – ou a aterralização – é sem dúvida um dos processos mais importantes que o nosso planeta passou. Durante a maior parte da história da Terra, os continentes foram desprovidos de vida macroscópica, mas do período Ordoviciano (480 milhões de anos atrás) as algas verdes gradualmente se adaptaram à vida fora do ambiente aquático. A conquista da terra pelas plantas foi um processo muito longo durante o qual as plantas adquiriram gradualmente a capacidade de se erguer, respirar no ar ou dispersar seus esporos. Os fósseis de plantas que documentam estas transições chave são muito raros.

Em 2015, durante a expansão da Barragem de Mpofu (África do Sul), pesquisadores descobriram numerosos fósseis de plantas em camadas geológicas datadas do Baixo Devoniano (420-410 milhões de anos atrás), tornando esta uma descoberta verdadeiramente excepcional.

“A descoberta rapidamente se revelou extraordinária, já que estamos na presença da flora fóssil mais antiga da África e é muito diversificada e de qualidade excepcional”, explicou Cyrille Prestianni, um paleobotânico do Laboratório EDDy (Evolution and Diversity Dynamics Lab) da Universidade de Liège.

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Imagem: Universidade de Liège/Scientific Reports

O estudo, que acaba de ser publicado na revista Scientific Reports, descreve esta flora fóssil particularmente diversificada com nada menos que 15 espécies analisadas, três das quais são novas para a ciência. Esta flora também é particularmente interessante devido à quantidade de espécimes completos que foram descobertos. Estas plantas são pequenas, com os espécimes maiores não excedendo 10 cm de altura. São plantas simples, compostas de eixos que se dividem duas ou três vezes e terminam em estruturas reprodutivas chamadas esporângios.

A flora fóssil de Mpofu sugere como poderia ter sido o mundo quando as maiores plantas não eram mais altas do que alguns centímetros e quase nenhum animal ainda tinha sido capaz de se libertar do ambiente aquático. Ela proporciona uma melhor compreensão de como a Terra passou de uma rocha desprovida de vida para o planeta verde e azul que conhecemos hoje.

As plantas descobertas foram essenciais na construção dos ambientes que abrigaram os primeiros animais terrestres, os artrópodes. Elas formam a base da longa história da vida na Terra, que continua hoje desde as densas florestas tropicais até a tundra árida do norte.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Scientific Reports.

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Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo e bacharel em Biologia pela Universidade Federal de São Carlos. É redatora e contribui com artigos sobre vida selvagem e doméstica.

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