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Ele fotografou os 110 objetos Messier em 352 horas e dormiu várias noites no carro para conseguir

Por Editado por Damares Alves
Como editamos

Quantas noites de céu limpo são necessárias para fotografar, uma a uma, as 110 maravilhas do catálogo Messier? Para Cornelis van Zuilen, foram mais de 352 horas de exposição e várias noites dormindo no carro.

O astrofotógrafo amador concluiu um mosaico que reúne todas as galáxias, aglomerados estelares e nebulosas do célebre catálogo. Ao todo, ele dedicou 352 horas e 13 minutos à captação das imagens.

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Para isso, usou dois telescópios, um Askar 103APO e um William Optics Redcat 51 MK2.5, além de câmeras astronômicas e filtros da ZWO. Em seguida, tratou cada objeto no Photoshop e no PixInsight, programa voltado ao processamento de imagens astronômicas.

Da varanda em Heiloo às noites em um campo semiescuro

Muitos dos objetos foram fotografados da varanda de casa, na cidade de Heiloo, na Holanda. Outros exigiram que o astrofotógrafo levasse os equipamentos para mais longe, a fim de evitar copas de árvores e construções rurais no enquadramento.

“Fazer isso a partir da Holanda foi um grande desafio. Muitas vezes eu precisava viajar até um campo semiescuro nas proximidades para ter uma visão limpa do horizonte, o que significou muitas noites dormindo no carro. Mas, para ser sincero, eu realmente gostei dessa parte, parecia um acampamento”, contou van Zuilen.

Um dos primeiros objetos Messier que ele fotografou foram as Plêiades, o objeto Messier 45, em 2024. Na época, ele tinha acabado de comprar uma câmera refrigerada para céu profundo. Cerca de um ano e meio atrás, decidiu ir além e registrar o catálogo completo.

Uma lista nascida para não confundir cometas

O catálogo foi compilado no século 18 pelo astrônomo Charles Messier. Segundo a NASA, o objetivo era listar objetos de céu profundo que pudessem ser confundidos com cometas, já que também aparecem como manchas luminosas no céu noturno.

Revisada várias vezes desde então, a lista reúne alguns dos objetos mais famosos visíveis do Hemisfério Norte. Entre eles estão a Galáxia de Andrômeda (M31), o aglomerado aberto das Plêiades (M45) e a Nebulosa de Órion (M42).

Todos podem ser vistos com um telescópio modesto de quintal, desde que o céu esteja escuro. Por isso, o catálogo virou uma espécie de roteiro turístico para astrônomos amadores interessados em explorar o universo além do Sistema Solar.

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Quem observa o mosaico com atenção percebe que algumas imagens ocupam mais espaço que outras. A escolha foi intencional, explicou o autor.

“Essas são minhas imagens favoritas! E a maioria delas tem uma história pessoal por trás de como surgiu, o que torna a colagem um pouco mais pessoal e significativa para mim”, disse van Zuilen.

O resultado mostra que, com paciência, equipamento amador e alguma disposição para dormir no carro, é possível reunir em um único quadro o catálogo que guia observadores do céu há mais de dois séculos.

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