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Plantas & Animais

Diego, tartaruga com desejo sexual que salvou sua espécie, volta para casa

(Imagem: Galapagos National Park)

Finalmente Diego voltou para a sua terra natal, as Ilhas Galápagos. A tartaruga que salvou a sua espécie ficou décadas longe de seus habitat, procriando em cativeiro. É um animal centenário, que foi levado para os Estados Unidos nas primeiras décadas do século passado.

Acontece que a sua espécie estava correndo sérios riscos de extinção, então o animal foi fundamental neste momento. Assim, ficou vários anos atuando como um reprodutor. Agora, Diego vai curtir a sonhada aposentadoria em sua antiga casa, segundo o Science Alert.

A tartaruga que salvou sua espécie

O Parque Nacional Galápagos (PNG) acredita que ele tenha sido levado de Galápagos durante a primeira metade do século 20, em uma expedição científica. Aliás, as Ilhas Galápagos do Equador ganharam fama no século XIX, devido aos estudos realizados pelo naturalista inglês Charles Darwin.

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Há 50 anos, existiam apenas dois machos e 12 fêmeas da espécie, vivendo em Española, uma ilha do arquipélago de Galápagos. Mas, estavam espalhados demais para que se reproduzissem e por isso precisaram de um empurrãozinho. Como havia somente dois machos, então o PNG buscou em zoológicos de todo o mundo animais da mesma espécie, até encontrarem Diego.

Então, ele foi trazido do zoológico de San Diego, na Califórnia, para participar do programa de criação, visando salvar a espécie Chelonoidis hoodensis. Mas, isso aconteceu apenas em 1976. Logo depois, chegou a ser o único macho no seu habitat, vivendo em 180 metros quadrados, junto de seis fêmeas.

Diego e seus 800 filhotes

De fato, ao longo destas décadas ele teve uma contribuição incrível para o programa, que foi realizado na ilha de Santa Cruz. Assim, os guardas do parque acreditam que ele foi responsável direto por pelo menos 40% das 2 mil tartarugas existentes. Dessa forma, ele teve cerca de 800 filhotes.

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Já com a espécie recuperada, Diego e 14 outras tartarugas foram levados de barco para Española, uma ilha sem ocupação humana. Antes disso, sua chegada aos Estados Unidos aconteceu entre 1933 e 1936, onde ficou até 1976. Contudo, realmente a fama veio ao participar deste programa de recuperação da espécie.

“Estamos fechando um capítulo importante”, comentou o ministro Paulo Proano em seu Twitter. Além de Diego, outras 25 tartarugas estão “voltando para casa depois de décadas se reproduzindo em cativeiro e salvando suas espécies da extinção”.

A tartaruga que salvou sua espécie hoje tem 100 anos, pesa aproximadamente 80 kg, medindo 90 centímetros de comprimento e 1,5 metro de altura, caso esticasse as pernas e o pescoço. Antes da chegada na terra natal, as tartarugas passaram por uma período de quarentena, para evitar que carregassem sementes de plantas que não são nativas da ilha.

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A espécie é encontrada somente nesta ilha, que fica ao sul do arquipélago de Galápagos. A região fica 900 quilômetros da costa do Equador.


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