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Berçário pré-histórico de tubarões-brancos descoberto no Chile

Houve um berçário pré-histórico de tubarões brancos na costa do Chile, na região de Coquimbo, no norte do país, conforme estudo.

Tubarão Branco (Créditos da imagem: Terry Goss / Wikimédia Commons).

Existiu um berçário pré-histórico de tubarões-brancos na costa do Chile, na região de Coquimbo, no norte do país. Os tubarões devem ter vivido entre 2,5 e 5 milhões de anos atrás, no Plioceno, última época geológica do período Terciário, da era Cenozóica.

A descoberta do berçário

Uma equipe de pesquisadores se deparou com o berçário quando estudava dentes de tubarões-brancos em alguns pontos da América do Sul, quando perceberam que a maior parte dos dentes nessa região do Chile eram de tubarões jovens.

Esses “berçários” são comuns entre os tubarões-brancos. Enquanto eles não atingem a idade adulta, vivem em um local comum e são protegidos pelos outros tubarões até atingirem sua maturidade sexual, que é entre 20 e 30 anos.

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Essa não é a única novidade que o estudo, publicado no periódico Scientific Reports, descobriu. Os cientistas constataram também que, na época, a costa latino-americana do Pacífico possuía uma população de tubarões muito maior do que se imaginava.

À NewsWeek, o ecologista Douglas McCauley disse que “os registros fósseis que eles relatam parecem pintar uma imagem do Peru e do Chile há um milhão de anos, que abrigava prósperos viveiros cheios de tubarões-brancos e zonas de alimentação cheias de adultos. Mas hoje os tubarões-brancos são bastante raros nessa região”.

Esse não é o único berçário pré-histórico conhecido. Em 2016, cientistas encontraram um na região de Nova York.

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O dente de um Megalodonte em comparação ao dente de um tubarão-branco.

Proteção dos tubarões-brancos

Os cientistas dizem que ter encontrado mais um local desse é bom porque oferece mais campo de atuação para uma importante área.

Tubarões são muito importantes para o ecossistema marinho, estão no topo da cadeia alimentar oceânica, mas correm grandes riscos pela caça e pelas mudanças climáticas.

Outro problema é na reprodução: o seu crescimento é bastante lento e a reprodução é tardia, além de poucos filhotes para cada casal. Essas descobertas podem ser bastante úteis para ajudar nesse trabalho. Em caso de risco de extinção, adaptar ou incentivar berçários poderia ser uma saída.

“No entanto, nosso conhecimento sobre os atuais criadouros do grande tubarão branco ainda é muito limitado, e a maioria dos berçários pré-históricos são completamente desconhecidos”, disse Jaime Villafaña ao portal de imprensa da Universidade de Viena.

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À Newsweek, Jürgen Kriwet, presidente de paleobiologia e paleontologia de vertebrados da Universidade de Viena, na Áustria, disse que “pode haver mais [berçários] por aí, mas, novamente, primeiro precisamos descobri-los e é preciso muito tempo, esforço e também dinheiro para isso”.

Ele completa destacando os efeitos das mudanças climáticas no comportamento dos tubarões: “E o que provavelmente também é um problema: essas áreas podem mudar de local devido às mudanças climáticas”.

O estudo foi publicado no periódico Scientific Reports, da Nature.

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.


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