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Trabalho em excesso mata 745.000 pessoas por ano, mostra estudo da OMS

Essa pesquisa da OMS indica que trabalhar em excesso pode aumentar em 35% o risco de um ataque cardíaco. Imagem: Lukas Bieri/Pixabay

Há muitos anos pesquisas vêm indicando que o trabalho em excesso não é bom para a saúde. Diversos estudos mostram, por exemplo, que algumas horas-extra podem aumentar o nível de estresse, cansaço e o risco de doenças cardíacas. Nesse sentido, um estudo da Organização Mundial de Saúde acaba de reforçar que trabalho demais pode ser um risco alto.

De acordo com as estimativas, disponíveis no periódico Environment International, em 2016 o trabalho em excesso foi responsável pela morte de mais de 745.000 pessoas. Isso representa, de acordo com a pesquisa, uma alta de 29% desde o início de 2000.

Imagem: Werner Heiber/Pixabay

De acordo com a pesquisa, 398 mil trabalhadores faleceram por ataque cardíaco. Enquanto isso, outros 347 mil tiveram outras complicações cardíacas que levaram à morte. Ambos os números foram consequência de uma jornada de trabalho com mais de 55 horas semanais em mais de 194 países.

Segundo o estudo, publicado em parceria com a Organização Internacional do Trabalho, 72% das vítimas eram do gênero masculino, com a maioria entre 45 e 74 anos de idade. Dessa maneira, trabalhar mais que 55 horas por semana pode representar um risco 35% maior a se ter um ataque cardíaco; 17% maior a demais doenças cardíacas.

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Vale ressaltar, ademais, que em alguns casos a morte aconteceu anos após as jornadas longas de trabalho. Isso exemplifica, por conseguinte, os efeitos profundos do trabalho em excesso a longo-prazo na saúde humana.

Trabalho em excesso durante a pandemia

O doutor Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da OMS, afirmou ao site da organização que a pandemia certamente está afetando a quantidade de trabalho semanal das pessoas. Isso acontece, segundo Ghebreyesus, pela alta conectividade com computadores e celulares. Esses dispositivos, assim, acabam sendo uma via de contato direto entre empresa e trabalhador 24 horas por dia.

De acordo ainda com relatórios posteriores, pesquisadores afirmaram que durante períodos de lockdown, a jornada de trabalho regular pode aumentar em até 10%. Isso acontece sem que o trabalhador ao menos perceba. Isso porque checar mensagens, emails e participar de pequenas reuniões fora do horário de trabalho continua sendo trabalho.

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De acordo com a pesquisa, ainda, há duas maneiras pelas quais o trabalho em excesso pode prejudicar a saúde de uma pessoa. Primeiro, em consequência direta ao estresse causado pelo trabalho em si. Segundo, pelos maus hábitos de alimentação e exercício (ou não exercício, melhor dizendo) que um trabalhado pode adotar por ter alguns minutinhos ou horinhas a mais de trabalho por semana.

Ghebreyesus ainda afirma categoricamente: “nenhum trabalho vale o risco de um ataque cardíaco ou doença do coração.” Só por via das dúvidas, então, vale ficar atenta/o no número de horas que o seu trabalho realmente está exigindo.

O artigo está disponível no periódico Environment Internacional.

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Mateus Marchetto
Publicado por

Aluno de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná, professor de inglês, apaixonado por ciência e divulgação científica. Me interesso principalmente pelas áreas de microbiologia, bioquímica e bioinformática.

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