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História & Humanidade

Restos de um luxuoso palácio foram descobertos em Jerusalém

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Esse artefato pode ter feito parte de um palácio real. Foto: Shai Halevi / Autoridade de Antiguidades de Israel.

Um luxuoso palácio de 2.700 anos foi descoberto em Jerusalém. Os achados incluem três capitéis de colunas de calcário e dezenas de itens de pedra, conforme um declaração da Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA).

Os arqueólogos dataram o achado como da época do Primeiro Templo bíblico. Supostamente foi erguido pelo Rei Salomão, por volta de 1006 AEC. Contudo, chama atenção a forma das colunas, com um triângulo flanqueado por duas grandes espirais.

Descoberta foi uma das mais interessantes da região

Conforme o arqueólogo que dirigiu a escavação, Yaakov Billing, foi a primeira vez que encontraram um modelo em escala reduzida das capitais proto-eólias. Existem modelos semelhantes nos Reinos de Judá e Israel. “O nível de acabamento desses capitéis é o melhor visto até hoje, e o grau de preservação das peças é raro”, disse.

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Foram encontrados fragmentos de cerâmica, que ajudaram a mostrar aos pesquisadores que o auge do palácio foi no começo do século 7 AEC. Além disso, Billig diz que as lâmpadas, os jarros e as panelas são todos desta época. Mas, serão feitos estudos no futuro para comprovar se realmente essa é a verdadeira idade dos utensílios.

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O luxuoso palácio foi construído quando?

De fato, os arqueólogos suspeitam que o luxuoso palácio foi construído entre os reinados de Ezequias, que liderou Judá entre 715 e 686 AEC. e Josias, que foi rei num período entre 640 e 609 AEC. Essa descoberta é importante para mostrar o ressurgimento da região após o fim da invasão pelo rei assírio Senaqueribe, em 701 AEC.

“Revelamos vilas, mansões e prédios governamentais fora dos muros da cidade”, diz Billig no comunicado. “Isso testemunha o alívio sentido pelos moradores da cidade e a recuperação do desenvolvimento de Jerusalém após o fim da ameaça assíria”, completou.

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A Autoridade de Antiguidade acredita que o dono da mansão pode ter sido um rei Judá ou quem sabe um nobre de Jerusalém.

Dois dos três capitéis conhecidos estavam enterradas no mesmo local. Provavelmente os invasores destruíram o restante durante a conquista babilônica de Jerusalém em 586 AEC. Por fim, novos edifícios foram construídos no local com o uso dos fragmentos sobreviventes.

Com informações de Smithsonian Magazine.

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