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Espaço

Ratos geneticamente modificados retêm massa muscular no espaço

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(Imagem: Dr. Se-Jin Lee / Escola de Medicina da Universidade de Connecticut)

Quando um astronauta vai para a Estação Espacial Internacional (ISS) e fica lá por algum tempo, é normal que perca densidade óssea e massa muscular. Um teste foi preparado para entender como isso funciona em diferentes espécies. Ratos geneticamente modificados ficaram por um mês na ISS e apresentaram menos efeitos do que ratos não manipulados.

Realmente a microgravidade é algo péssimo para os habitantes da Terra. Os astronautas até realizam 2 horas diárias de exercícios, mas podem levar um bom tempo para recuperar a densidade muscular após seis meses na ISS. E isso causa preocupação em futuras missões mais longas, para Marte, por exemplo, que levaria 3 anos para ida e volta.

Ratos geneticamente modificados podem ajudar futuras missões

As descobertas são positivas e podem ajudar a prevenir a perda de massa óssea dos astronautas em viagens longas. Nesta missão, 40 jovens camundongos foram levados a Estação Espacial em dezembro, lançados a bordo de um foguete SpaceX. A equipe é liderada pelo Dr. Se-Jin Lee, do laboratório Jackson, nos Estados Unidos.

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Segundo Lee, 24 camundongos não modificados perderam músculos e massa óssea como era o esperado. Entretanto, oito ratos geneticamente modificados mantiveram o seu tamanho. Quando voltaram à Terra seus corpos continuavam semelhantes aos que foram deixados no Centro Espacial Kennedy.

Um pouco mais sobre o estudo

Os ratos foram cuidados por três astronautas da NASA, e receberam varreduras corporais e injeções. Aliás, o tratamento era realizado com uma proteína chamada miostatina, que regula o crescimento muscular. Quando mutações acontecem no gene da miostatina, acontece algo conhecido por hipertrofia muscular. Antes, testes haviam sido feitos em bois.

Emily Germain-Lee e Se-Jin Lee eliminaram o gene da miostatina dos ratos. Eles sabiam que levaria ao aumento na força do músculo esquelético e reduziria a gordura. Ainda assim, testaram os efeitos no espaço.

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Os 40 ratos fêmeas mandados para a ISS foram divididos em cinco grupos de oito cada. Dessa forma, três dos grupos eram formados por camundongos selvagens não tratados, que serviram para o controle do experimento. O quarto grupo consistia em camundongos selvagens injetados com uma proteína que inibe a miostatina. Por fim, no último grupo estavam os ratos modificados.

Estudo com ratos foi mais amplo

Além disso, oito ratos normais receberam o tratamento de “rato poderoso” no espaço e voltaram para à Terra com músculos maiores. Assim, o tratamento consiste no bloqueio de um par de proteínas que geralmente limitam a massa muscular.

Outro fato é que após a volta para casa alguns ratos comuns receberam o mesmo tratamento. Dessa forma, rapidamente desenvolveram mais músculos do que os companheiros não tratados. Esse experimento foi concluído pouco antes do coronavírus chegar aos Estados Unidos.

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Conforme os pesquisadores, ainda há muito mais trabalho a ser feito antes de testar essa droga em pessoas. “Estamos há anos de distância. Mas é assim que tudo é quando você vai dos estudos em ratos para os humanos”, disse Germain-Lee, esposa do Dr. Se-Jin e também participante do estudo.

O artigo científico foi publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences. Com informações de Science Alert e NBC News.

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Erik Behenck
Publicado por

Erik Behenck é jornalista, adora novas descobertas e apaixonado pela escrita.


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