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Perseverance testará forma de produzir oxigênio em Marte

Produzir oxigênio em Marte poderia ser útil para seres humanos respirarem, é claro, mas também para possibilitar uma viagem de volta.

Concepção artística de Perseverance em Marte. (NASA / JPL-Caltech)

Produzir oxigênio em Marte poderia ser útil para seres humanos respirarem, é claro, mas também para possibilitar uma viagem de volta. O oxigênio é um comburente, ou seja, algo que alimenta a combustão.A coisa mais difícil que ir até lá é voltar.

Nos últimos anos os principais focos das missões têm sido mapear o planeta para auxiliar em futuras missões humanas e encontrar vida microbiana. A ideia de levar humanos está se sobressaindo. 

A Perseverance,  sonda da NASA que foi lançada no último dia 30, carrega consigo um experimento, entre os outros experimentos, chamado de MOXIE – Mars Oxygen In-Situ Resource Utilization Experiment, ou algo como Utilização de Recursos de Oxigênio in situ de Marte, no português.

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Há uma maneira, já estudada pelos pesquisadores, de se produzir oxigênio em Marte, utilizando a água dos pólos ou abaixo do solo marciano, para se fazer eletrólise, coletando e separando oxigênio e o hidrogênio.

A principal vantagem desse método é que o hidrogênio é um ótimo combustível de foguete, então a partir da água, você pode obter o combustível e o comburente, além da necessidade de se coletar água e de respirar. Água sempre trazendo vantagens. 

Entretanto, a Perseverance quer tentar de outra forma: retirar o oxigênio da atmosfera. A atmosfera de Marte, apesar de rarefeita, é formada por 95% de dióxido de carbono, composto por 2 oxigênios e um carbono (CO2).

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“Quando enviarmos seres humanos para Marte, desejaremos que eles retornem com segurança, e para isso eles precisam de um foguete para decolar do planeta”, diz  Michael Hecht, Pesquisador Principal, para o site da NASA.

“Um propulsor de oxigênio líquido é algo que poderíamos fazer lá e não ter que levar conosco. Uma ideia seria levar um tanque de oxigênio vazio e enchê-lo em Marte”, completa Hecht.

Testes e mais testes

Pesquisadores trabalham no rover. (Créditos da imagem: NASA / JPL-Caltech).

A exploração de Marte é feita com base em acertos e erros. Essa é a única forma de saber se algo funciona – e todos os acidentes que o digam. Há, é claro, testes na Terra, mas a prática é muito diferente. 

A atmosfera de Marte é 170 vezes menos densa do que a atmosfera terrestre, então, a quantidade de átomos de CO2 é bastante limitada. Portanto, eles precisam ver se é algo mais viável do que a água, que também não é muito comum por lá, mas conhecemos alguns reservatórios.

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“Queremos mostrar que podemos fazer funcionar [MOXIE] durante o dia e a noite, no inverno e no verão, mesmo quando está empoeirado … em todos os diferentes ambientes”, diz à Smithsonian Magazine Michael Hecht.

A poeira é sempre um problema por lá. Como já contamos aqui, a cada cerca de 5 anos terrestres, uma tempestade de areia toma conta do planeta, atrapalhando sobretudo a comunicação, além de diversos outros efeitos.

É por isso que não só Perseverance, mas diversos outros rovers, como Curiosity, utilizam energia nuclear – a luz do Sol é barrada nessas tempestades. A poeira poderia atrapalhar também a produção do oxigênio.

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Perseverance testará também outra coisa relacionada à atmosfera: o Mars Helicopter. A NASA quer saber se, mesmo com uma atmosfera tão rarefeita, é possível um helicóptero voar por lá. Isso ajudaria na exploração dos planetas e no transporte de astronautas e de carga.

Com informações de Smithsonian Magazine e NASA.

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É divulgador científico por paixão. Gradua-se em Física pela UFSCAR e atua principalmente na Ciencianautas e SoCientífica.

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